sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Romantismo sempre fracassa.


So the challenge after every surgery is to be patient.
But if you can make it through the first weeks and months, if you believe healing is possible, then you can get your life back. But that’s a big “if”.
 
Assisti no episódio de ontem de Grey's Anatomy.


Traduzindo (escrevi em inglês porque ainda tá sem legenda), significa:


Então o desafio depois de toda cirurgia é ser paciente.
Mas se você conseguir passar pelas primeiras semanas e meses, se você acreditar que a cura é possível, então você pode pegar sua vida de volta. Mas este é um grande "se".


Eu acredito na cura, e me sinto curada, porque não me vêm mais aqueles pensamentos de querer ligar, voltar a estar juntos, conversar por horas.  A questão não é mais não estar com ele, ou com qualquer outra pessoa. Não me importa mais o que ele faz, quem ele ama, pra quem ele escreve poemas e dá lindas canções. Não me importa o ar que ele respira, nem quem respira o mesmo ar. Nem se ele pensa em mim quando vê ou escuta ou sente qualquer coisa. Nem se ele me compara às outras pessoas como a melhor que ele teve - e um dia ele me disse que eu tinha sido a melhor. Não importa se eu de fato fui a melhor, não me faz diferença se ele está feliz ou não, se ele lembra. 


O que me chateia é essa luta. Isso me cansa. Lutar contra a vontade ou já tê-la guardado num cantinho escuro que nunca mais terá luz. Eu acho que até nem tenho mais vontade. E acho que a única vontade que eu um dia tive foi de ter alguém, e não ele. 
Mas a luta que me cansa mesmo é não conseguir encontrar o meu ponto final. Me cansa passar a vida procurando alguém que simplesmente esteja lá. 
Me cansa a certeza de que a pessoa certa não existe e tudo o que fazemos durante a vida é relevar os pequenos erros, sofrer com os grandes e aceitar, e estar sempre ali, naquela mesma mediocridade porque não há nada maior que isto. E, talvez, passar os dias olhando o horizonte e o céu ficando azul claro e azul escuro e as nuvens voando pra lá e pra cá e a brisa fazendo o sino balançar e o som doce que dele sai... Talvez isso seja tudo o que há, porque nisto não há erros. É o universo fazendo o seu papel e eu não tenho culpa se a curva foi errada. Se o caminho passou por mim e eu não segui. Se as folhas não caíram no momento certo. E eu não tenho culpa se decidi não mais tentar, porque é o Universo que decide.


E eu não me culpo por ter descoberto que todo relacionamento vai ser errado em algum aspecto e só me resta encontrar um que seja menos difícil de aceitar, um erro que doa menos, um sorriso a ser compartilhado em algum lugar, por algum motivo, não com a pessoa certa, mas com a errada que me faz mais bem do que mal. E eu nunca encontrei.

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