Bom, continuando o livro aberto que é a minha vida, vamos à segunda parte da grande história.
O Jhonathan era só um carinha que queria uma namorada. E eu, uma menina que queria um namorado. E começamos a namorar cerca de uma hora depois de nos conhecermos. Cerca de 30 segundos após o primeiro beijo. Já começou tudo errado, e todo mundo avisava, mas ninguém precisava falar porque eu já sabia. Olha, até hoje eu não sei se foi tudo um erro ou só pela metade, mas de uma coisa eu não me arrependo: eu perdi a virgindade com um cara que namorou comigo, que disse que me amava, que queria me ver no dia seguinte e em todos os outros da vida dele. E não com um idiota qualquer que daqui uns dias esquece meu nome. Porque é isso que eu vejo acontecer com gente que perde a virgindade muito tarde... Arrependimento.
Sabe, dele eu nem tenho tanta coisa pra falar... O tempo torna tudo mais difícil, eu gostaria de me lembrar melhor... Mas me lembro de mensagens no celular o tempo todo e de cartinhas que hoje eu considero ridículas, mas todas as cartas de amor são. Ele foi um cara que eu posso dizer que me deu muito valor, lógico que cometeu erros mas boa parte deles foram por minha culpa. E eu nunca vi alguém chorar daquele jeito quando eu entrei no carro e falei que não queria mais, porque não era mais feliz.
E o que eu odiava eram as ligações que duravam horas, sempre com horário marcado. Sempre a rotina e todos os dias ele fazendo o possível e o impossível pra estar comigo. E o quanto a gente se abraçava e beijava o tempo inteiro como se não houvesse o amanhã pra aproveitar. Eu acho que no fundo ele sempre soube a verdade... Que os meus "eu também" de resposta nunca seriam completados com "também te amo". Que era só um tempo que eu passava porque eu ainda não tinha liberdade pra sair e encontrar gente... Então era melhor estar com ele, supria todas as minhas necessidades, até demais. E as minhas carências. E é bom treinar o amor em alguém que realmente te ama, você sofre menos, aprende mais.
Tudo foi uma questão de matemática e racionalidade. Apenas.
Não posso dizer que não fui feliz, nem que foi tempo perdido... Somos tão jovens! E como ele mesmo sempre diz, fomos parte da formação um do outro, e ainda bem que éramos bons.
"ainda bem que você vive comigo... pq senão como seria essa vida? sei lá... Nos dias frios em q nós estamos juntos, nos abraçamos sob o nosso conforto de amar... de amar... Se há dores, tudo fica mais fácil, seu rosto silencia e faz parar. As flores q me manda são fato do nosso cuidado e entrega... Meus beijos sem os seus, não daria... Os dias chegariam sem paixão. Meu corpo sem o seu, uma parte, seria o acaso e não sorte... lalá, lalalalalá..."

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