Mostrando postagens com marcador Momento "Diário". Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Momento "Diário". Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de janeiro de 2012

In my life, I loved you more.

Na minha vida, sempre foi mais legal a parte da espera. Sei lá, aquela coisa boa-e-ruim tudo ao mesmo tempo q dá no fundo do estômago e sobe palpitando o coração, junto com um arrepio na espinha e parece que todo o corpo se comprime, e, quando acontece, relaxa.
É como se a parte da preparação fosse tão boa quanto o que eu receberia no final.
Desde quando eu me lembro, eu esperava o final de semana pra entrar na internet e falar com ele ou ligar pra ele ou ir no shopping, whatever, com ele. Era a época de internet discada ainda.. Bons tempos. Depois, eu ficava ansiosa por dormir e acordar no outro dia e passar o dia inteiro conversando... Época de férias, antes de começar a trabalhar... Depois querer que chegasse logo a hora do almoço pra ir encontrar com ele "em frente ao álibi" (uns poucos entenderão essa)... Por último, era chegar a sexta-feira, mais ou menos essa hora, e esperar o telefone tocar... Ou o carro aparecer na frente de casa, depois disso ainda...
E ficar aguardando, lutando contra o sono que, na verdade, nem conseguia chegar direito... Tudo pra ter aquela catarse no final, dormir sorrindo...
Era tão bom ter alguém por quem esperar.
Hoje?
Hoje eu não sinto que valha a pena.
Não sei.. parece que todo o tempo de espera é tempo perdido, e eu não sei mais sentir aquele aperto no coração de que "daqui a pouco ele chega"... Sentir o cheiro dele numa brisa de inverno... Ouvir o som do tênis pisando nas folhas secas de outono... Levar o celular e enxer ele de areia na praia, só pra ouvir sua voz, uns poucos minutos... Receber a rosa numa surpresa já esperada, daquelas que você ficaria desapontada se não acontecesse. Sair de casa e ele estar lá, me esperando... E mesmo sem eu saber, eu também estava esperando que ele chegasse, com a rosa na mão.
O melhor de tudo sempre sempre foi a espera.
E hoje, simplesmente, não consigo mais esperar. Eu quero tudo, e quero agora. Não há tempo pra conquistas, pra vitórias nem derrotas. Hoje eu sou mais pragmática e se não tá bom, já pulo fora antes do estrago acontecer. É como se eu conseguisse identificar carros-bomba sem nem precisar olhar pra eles, ou dar uma voltinha e só depois me dar conta de que... tudo não passou de uma bela historinha e o tempo escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir... E não há tempo que volte, mas... O que será que significa "Viver tudo o que há pra viver"???
Será que é se envolver com todo tipo de gente e situação ou evitar de levar tombos nesses caminhos?
Eu não sei te dizer... Mas nunca foi uma opção consciente essa de me apaixonar perdida e loucamente por alguém, e todos os arrepios e borboletas no estômago que isso traz... Mas foram tantas as vezes que eu sentei na minha cama de noite, sozinha, e chorei todo esse amor pra fora, que acabou jogado no lixo num lencinho de papel úmido. Parece que toda essa vontade de "amar" foi absorvida pelo kleenex e hoje me sobrou só a vontade de ser feliz. E nessa palavra, não existe necessidade de um par.
Eu não sei, mas acho que não tenho mais tempo pra essa ladainha.. Começo a me envolver nessas paixonites de chegar em casa e ficar esperando, ou sair na rua olhando para os lados, quem sabe ele passe por aqui... e me faça esquecer tudo que eu vi. Vivi. Acho que só esquecendo, mesmo, pra resolver todos esses traumas.. Que por mais que eu esconda, ainda ressurgem nas sextas-feiras de madrugada, quando chove e esfria... Quando eu páro, me lembro, e ainda consigo sorrir.


The long and winding road that leads to your door will never disappear.

domingo, 1 de janeiro de 2012

ducentésima* octogésima quinta postagem

Todo blogueiro/twiteiro/facebookeiro está falando sobre o ano novo. Fazendo longos posts nostálgicos de como a vida foi boa e como pretendem que a entrada de um novo ano melhore tudo magicamente... É hora de rever tudo o que foi decidido e abrir uma nova página da vida, mudando todos os erros, mudando a si mesmo.
Eu acho que ano novo não é a única oportunidade pra fazer isso, é que as pessoas ficam mais tocadas pela saída de um ano e entrada de um novo. Mas, para mim, é só a entrada de um novo mês. De uma nova semana, de um novo dia. E oportunidade para mudar nós temos a cada novo minuto. Cada segundo que passa é uma página em branco na nossa vida que estamos preenchendo da maneira que quisermos preencher. Não adianta culpar o tempo que passou rápido demais e deixar pra resolver tudo só no dia primeiro de janeiro. E aposto com vocês que estas resoluções de ano novo já foram deixadas pra trás hoje, e amanhã, vai ter alguém falando que no próximo 01/01 pára de fumar, vai começar a academia, etc. etc. etc.
Eu acho tudo isso um puta conformismo.
Enfim... Se a passagem de ano significa alguma coisa, então vamos lá tentar achar esse significado.
Pelo menos é uma data que a gente se lembra, como primeiro dia letivo ou aniversário de alguém. Se eu posso me lembrar de como me sentia no 01/01 do ano passado, o que me vem à cabeça é: eu estava com pessoas que, graças à bondade do universo, permaneceram durante todo 2011 na minha vida, e isto em si, já é uma vitória. "Deus sabe" (e uso esta expressão só pelo mérito de "expressão") o quanto é difícil deixar as pessoas aqui. E que elas queiram ficar, também. 
Enfim... Eu estava me livrando de um erro cometendo novos erros... E ainda tenho que admitir que demorei um pouco pra me desvincular de 2009/2010... Sonhos eram recorrentes, vontades escondidas na madrugada, lembranças ... Mas posso dizer que não houve uma lágrima sequer de tristeza. Hoje, mais forte e feliz, com certeza, vejo que trilhei o melhor caminho possível durante todo o ano passado. Hoje, sequer me lembro das emoções, as músicas - muitas delas, pelo menos - já se desvincularam... Não penso mais em contar nada, nem pra ninguém. Passei boa parte do ano solteira, mas não sozinha... E era um projeto que eu já tinha pra mim há algum tempo, mas não tinha dado certo. Começo o ano de 2012 com expectativas muito maiores do que no início de 2011... Com coisas acontecendo comigo e ao meu redor que eu sequer ousara imaginar... Sequer ousara desejar, que era pra não me iludir e sofrer novamente...
Hoje, eu me sinto plena. 
Eu tenho uma rotina desgastante, isto é fato, mas ela já vem se mostrando efetiva. Já me provou que valeu a pena. E não existe alegria maior na vida do que ser recompensado por tudo o que fez...
Com as mudanças que ocorreram na minha vida, foi impossível não mudar... E quando a gente muda, os relacionamentos mudam de enfoque... Alguns permanecem, no entanto. Eu basicamente não tive tempo pra ninguém, e nesse meio tempo aconteceram tantas coisas...
Joguei num canto bagunçado do armário uma amizade de 10 anos, que, de uma forma natural, já não me encantava mais. De outro lado, mantive laços e reatei outros, que se fizeram ainda mais fortes.
Soube, com certeza, que algumas pessoas me entendem, entendem meu tempo. Sabem que eu quase não posso estar lá, mas quando eu posso, é só chegar e estou em casa. Posso passar meses sem falar com elas e, naqueles minutos de folga e possibilidade, tudo é como se não tivesse se passado um minuto. Fui a primeira a saber de uma gravidez que tentei apoiar e estar presente por todo o caminho, e espero ter feito pelo menos isso da maneira certa... Fiz tudo o que pude. Recebia emails angustiantes de amigas que não conseguiam falar com mais ninguém, e eu não podia estar lá. Fiquei com o coração na mão, mas deu tempo de dizer o que precisava ser dito, e fazer as coisas darem certo. Fiz mil malabares, mas encontrei tempo pra cinema, shopping, almoço corrido terminando às dez pra uma pra dar tempo de chegar no escritório. Levei trabalho pra casa, mas consegui dizer toda a minha vida e saber toda a vida da minha amiga de faculdade, e dei conselhos para a que trabalhava comigo, com 34 anos e três filhos, e ela me ouvia. E eu a ouvia. E tudo acontecia numa leveza e simplicidade, num tom de confissão e de fofoca, trocando confidencias como se o tempo não tivesse passado entre uma conversa e outra. 
Eu sei que posso olhar pra trás hoje e não me arrepender. Sei que os meus erros mais brutais eu consegui consertar ou me desvencilhar, de uma vez. Deixei sentimentos e pessoas para trás, que já deveriam estar há muito lá.
Consegui manter por perto as pessoas que farão parte do meu futuro.
Se eu tivesse direito a um desejo, desejaria manter tudo como está. Porque apesar da confusão do dia-a-dia, do sufoco, das dúvidas, das tomadas de decisões, do tempo de dedicação, do pouco lazer, do cansaço mental se tornando físico e doenças somatizadas explodindo em dores e inflamações... Dos gritos e do stress e da falta de um lugar tranquilo... Apesar dos pesares, hoje eu sinto que eu tenho uma casa em várias casas. Hoje eu posso dizer e escutar, mesmo que por um segundo, e saber que existe alguém ali, e que tem alguém que conta comigo também. Estou plena, mesmo sem ter que dizer eu te amo a todo o tempo. Não trago nenhuma confusão na minha cabeça, eu sei o que eu sinto e o que eu quero, e se 2011 me disse alguma coisa, foi: você está no caminho certo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Ois.

Oi, gente.
Eu vim aqui postar porque faz tempo que eu não postava. Não tenho nada pra dizer.
Não que alguma vez eu tenha tido alguma coisa pra dizer.
Mas sei lá, parece que eu tenho uma espécie de dever, aqui, sabe. Mas não é dever ruim não, é dever bom. Um dever-poder. Poder extravasar, dizer tudo que eu penso e saber que tem alguém pra ler. Sabe, alguém lê. E ninguém reclama, ninguém me xinga, ninguém me julga. São coisas que eu não posso chegar e falar numa conversa de bar, sabe? Porque ninguém AQUI está disposto a escutar. Me parece que eu tenho mais intimidade com gente que eu nem nunca vi. E gente que não vai me julgar porque eu coloquei o "Me" antes do "parece" mesmo sabendo que é caso de ênclise e não próclise, mas eu não gosto de começar frases com ênclise. E gente que não vai me julgar porque eu tô falando de pronomes num blog sobre ... sobre ... ??? Sentimentos? Decepções? Não... Sobre mim. Não necessariamente a minha "vida", mas sobre mim. A minha essência, saca? Então.

Aí eu queria dizer que eu botei de volta o trequinho de ver de onde as visitas estão vindo, porque eu sabia que a visita que eu não queria ver, não estaria ali. Tem um mês, mais ou menos.
E aí tem uma coisa muito estranha porque sempre tem alguém de Campinas e de Curitiba. Quem são vocês? =D
Sério mesmo, queria saber... De onde me acharam, e o que acham de legal pra ficar vindo aqui para todo o sempre HUAHUAHU porque EU não viria.
Nossa que amor-próprio, né.

Então, mas eu queria dizer uma coisa.
Mudando de assunto.
É que... Eu to muito de saco cheio, ultimamente, sabe. Não tô nem suportando ninguém. Não entro mais no msn. É verdade, boa parte dos motivos pelos quais eu não entro mais são a IMENSA E ETERNA falta de tempo. Mas tem outro também: eu tô tãão chata. Eu não ME suporto mais. Eu cheguei àquele cúmulo do criticismo, sabe. Nada mais tá bom.
Quando eu ia na psicóloga - que depois desistiram de pagar porque eu não melhorava nada - ela disse q eu tava no curso certo, porque eu era crítica blablablá e isso não era uma coisa ruim. E eu dizia: mas eu não tenho mais vida, sabe? O que todo mundo acha legal, eu acho O FIM. Eu não gosto de ir nas maiores festas que rolam aqui porque você tem que ficar de pé por 5, 6 horas em cima de um salto fino (porque é maior mico ir de salto plataforma ou sapatilha ou whatever - não q eu me importe e não q eu fique em cima de um salto fino por mais de 2 horas sem perder meu pé) pra escutar música SERTANEJA OU FUNK OU COISA PIOR - se é que existe - e ver gente bebendo cerveja quente só porque é open bar ou vodka NATASHA ou enfim... e depois ficar vomitando por aí. E também sou meio contra ficar com gente nestas festas porque 99% das vezes elas não prestam. Aí eu me pergunto: onde que eu vou conhecer alguém que valha a pena? Isso me leva a ficar me apaixonando por professor gato inteligente laureado na UEM; por menininho de 18 anos que toca sax na banda; por ex-amor; por carinha da loja de música etc. etc. Porque sei lá, não existe um lugar que eu possa ir e encontrar gente melhor que isso, sabe?
Aí eu to sozinha mesmo, e por opção.
Mas quando eu digo "por opção" não significa exatamente que eu não queira estar com alguém, significa apenas que eu não encontrei esse alguém, entende? Porque eu me olho no espelho e vejo tantos arrependimentos, tantas coisas que eu fiz e hoje percebo que sugaram meu tempo, sabe? Sugaram minha adolescência, minha juventude, meus dias, meses, anos, meus sóis e chuvas que eu não curti sozinha...
E hoje pode ser que eu tenha ficado sozinha por tempo demais, porque o que houve nestes percalços foram só momentos e mais nada... Mas eu não posso dizer que enjoei de estar sozinha, sabe? =)
Mas eu enjoei de mim.
Eu não consigo sentar no sofá pra comer - e esse é o único momento que eu sento no sofá - e se estiver passando uma novela, não fazer um comentário do tipo: que ridículo, isso jamais aconteceria na realidade! Por quê essa menina tá olhando pro sorvete e sorrindo? Por quê esse ator que interpreta tão PESSIMAMENTE tá na novela ganhando a maior grana? Por quê que essa mulher é tão rica se é tão burra? Enfim. E eu não consigo olhar para o jornal e não achar ridículas as reportagens sobre o velhinho de 102 anos que tá fazendo aniversário, ou sobre o cachorro que virou amigo do coveiro do cemitério depois que o dono morreu, ou sobre o jogo de ontem do Coritiba, ou uma entrevista exclusiva com o Zezé de Camargo e Luciano antes do show em Curitiba que tomou mais de 20 minutos do NOTICIÁRIO! GENTE, NOTICIÁRIO!!! Aí minha mãe: ai porque você não consegue se divertir, tudo tem que ser sério pra você. Gente, NOTICIÁRIO. Quer entretenimento? Vai ver novela. Só falta a globo colocar a novela agora também meio dia e 8:30 da noite. Porque né? O jornal tá quase isso.
Eu fico fudida da cara - e me desculpem, mas não existe outra expressão - com a passividade desse povo brasileiro. Essa burrice e mediocridade de aceitar toda essa merda que a mídia de faz engolir.
Mas tá, eu não vim pro meu blog pra ser chata igual na vida real, porque como eu disse, isso aqui não é necessariamente a minha vida.
Então, em resumo, é isso. Acho maior legal um monte de estranhos me conhecerem mais profundamente que gente na minha casa, na faculdade, no trabalho e talz. Mas eu queria saber pelo menos nomes, sabe. Enfim, a decisão é de vocês.. contanto que não me xinguem ou reclamem ou blablablazzzzzzzzzzzzzzzzzzz nos posts, podem nem postar, ou sim, ou whatever.

Beijonabundaqueamanhãésegunda #oitavasériefeelings

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Oktober fest, bebices e papo de véia.

Esse título ficou meio PC Siqueira, mas tudo bem.
Então, eu demorei pra postar porque eu estava viajaaandoo! De feriado prolongado por mim mesma =)

Gente, recomendo a oktober fest! A cidade é linda, aliás, todas as cidades em volta são lindas, mais ainda as que têm praias... A galera é suuper animada, vem gente do Brasil inteiro e muita gente se veste de alemão/alemã (que vira alemoa depois de uns chopps) e fica dançando aquelas dancinhas típicas que você fica com vergonha de começar e errar tudo. A música é legal, mas tô de boa de música alemã hein! Enjoei. haha


Enfim... Muitos tipos de chopp e a gente experimentou basicamente um de cada. Tinha chopp até com café ou chocolate ou frutas vermelhas ou de vinho ou ou.. vcs entenderam.
Aí que do lado de todos os banheiros tinham barris de camisinha. HAHAAHAHAHAHA
Gente civilizada é outra coisa. Dava pra conversar normalmente, mesmo durante os shows, não tinha um bando de gente berrando igual é aqui na expoingá. O chão limpinho, ninguém vomitando (só nos banheiros pq aí, também, né?!) e talz. Uma coisa bem legal mesmo, dá pra ir com os amigos, dá pra ir com a família, ou no caso, com a família dos amigos HAHHA
Mas tá, só pra resumir a viagem pq eu sei que minhas amigues são tudo um bando de fancha curiosa, teve um sol do capeta um dia que me deixou vermelha até aproximadamente HOJE, daí nos outros ficou meio nublado. Nós viajamos pra caramba, fomos pra Brusque, Blumenau, Bombinhas e Camburiú. Nessa última, fizemos a feira. Em Brusque, tinha a festa do marreco e a gente comeu coisas com nomes esquisitos tipo eisbein e em Blumenau aprendemos a falar Eisenbahn, que é o nome do chopp mais tradicional. Ich Liebe Brahma Chopp escrito nas barraquinhas me fez lembrar das épocas de fotolog em que eu colocava de título Ich Liebe Dich (Eu te amo) e pensei: alguma coisa na minha adolescência vai ser útil pra minha vida. HAHAHA
Quanto às praias, basicamente fomos a todas da região de bombinhas A PÉ já que a gente não parava com a boca vazia um minuto e eu engordei todos os putos 3kg que eu havia perdido pra praia. Ainda bem que agora vai demorar pra eu por biquini de novo então fuck-se.

Tá, mudando de assunto... Estava eu lá no INSS ontem bombardeando todo mundo de mensagens porque eu não tinha mais o que fazer e fila da previdência demora séculos, quando vejo esse ser humano:

Já achei engraçado quando vi, porque esse menininho do lado dela tava COM ela. E pensei: ah, deve ser irmão. Sim, é "ela", olhem mais de perto:

Essa é a espécie homo sapiens gênero sapatão hahaha, mas nada contra, era uma sapatão ajeitadinha, pelo menos tava usando roupa de homem, não estava com as pernas sem depilar nem banha caindo pra fora da calça nem sutiã vermelho com blusinha nadador nem cabelo desgrenhado. Tava normal, sabe.
Eis que escuto a conversa de duas senhorinhas de uns 65 anos atrás de mim:
- Aquela moça é daquela religião... aquela que usa preto..
- Religião? não sei qual é
- Aqueeeela religião que se machuca e chora por qualquer coisinha..
- Ah, os emos!
- É, ela é emo!!! Eu sou mãe de dois... A gente cria o filho com tanto sacrifício, cuida tão bem, ensina as coisas, e de repente vira uma coisa dessas?!
- Pois é, tem que mostrar as coisas certas pra eles, né?
- Mas eu mostro! Ainda bem que os meus já tão criado e jogado no mundo, não tenho mais que me preocupar...
- É, os meus também...

HAHAHA DAÍ EU FIQUEI PENSANDO: Q/?

Bom, era isso que eu queria dizer pra vocês hoje, beyjos.

sábado, 6 de agosto de 2011

Loucura, mano.

Então galere, eu acho que eu sonhei que tinha postado um texto mó massa aqui e tava sussa, mas pelo q eu vi faz um século q eu não posto HAHAHA
Mas fiquei de cara hein, era um texto muuito legal, agora nem o tema eu lembro mais!
É, meu céLebLo dando pau.
Tô pior que computador, robô, ninja, sei lá. Tartaruga.
Então, vou fazer um texto sobre o que está passando na minha cabeça e fica a seu critério tentar entender o que é. 
Seguinte, faz um tempão que eu posto direto aqui no site, sem word, mas agora essa porra tá travando e eu to escrevendo frases inteiras antes de aparecer a primeira letra delas. Caralho. Acho que é desde o dia q eu puxei o fio com o pé, sem ver, e eo pc caiu no chão. Enfim, e também esse mozilla lixo que eu uso pra postar porque o opera fica logado na conta do google por causa do gmail, porque a porra do blogger não deixa a gente mudar a conta e a minha aqui é hotmail, mas é um hotmail do google. Entende?
Nossa, maior tensão isso de ficar esperando aparecer tudo que eu escrevi porque sei lá né, pode não aparecer. Como que tá o RAM dessa coisa?
Então, mas eu comecei falando do word por causa de umas coisas escritas em blogs que eu andei vendo. Não vou me lembrar exatamente do exemplo agora, mas sei que era uma palavra que escreve parecido com outra que também existe, aí o word não corrige. Tipo trás e traz. Meu, não dá pra querer confiar num programinha se vc não tiver o mínimo de inteligência para saber se tá certo ou não, né. Botar a cara a tapa assim. E duas coisas vêm daí: primeiro que eu num sei quem falou uma frase mais ou menos assim, que o computador não serve pra nada na mão de gente burra mas pode fazer tudo na mão de um gênio. E outra coisa é que essa pessoa PUTS MEU era uma das pessoas mais inteligentes q eu conheço no sentido de boa escrita - tanto ortografia quanto idéias mesmo - e aí começou a namorar uma pessoa que não fala/escreve muito certo e acho que é contagioso.
Aliás que ódio que o teclado do meu net é diferente daqui do not e eu to procurando teclas que não tem. Tipo, menos de um mês levando o net pra aula e eu já to mais acostumada nele do que nesse aqui. Também, o tanto que eu escrevo... Maldita faculdade.
Hoje fiquei lá o dia inteiro, cursinho da OAB. O sistema é mals, mas minha turma é legal, pelo menos. Viver é foda.

Eu estive pensando que existem algumas coisas sobre as quais eu não estou mais pensando tanto assim.
É engraçado.
Falando "é engraçado", eu lembro. Mas não lembrei quando falei que não pensava mais. Entende?
Sei lá, eu penso que ainda bem que eu não quero um namorado, porque mesmo que eu quisesse, não poderia ter. Sabe quando a gente não tem tempo pra respirar?
Então, acho que foi terça: tava aquele chuvisco chato só pra foder com o cabelo e um frio de queimar a pele. Tremer. Aí aconteceram umas merdas muito tensas na segunda e eu tava de boa sabe, tipo, passou um caminhão em cima de mim e eu só saí com uns arranhões, nem falava mais nisso. Aí chegou terça cedo, entrei na sala, aquele ser insuportável transformista com aquela voz irritante estava conversando com a única pessoa que eu confio e eu chamei o nome e ela me mandou esperar. Aí larguei tudo em cima da mesa e sai a passos largos até lá fora, num lugarzinho que só passa vento e chuva. Nem interessava que horas que eram, nem lembrei de pegar pelo menos o ipod. Nem queria saber que aula que tinha, ou o que eu ia perder. Eu sentei lá e olhei pro outro lado, onde não passaria ninguém pra ver meu rímel borrado e chorei. Chorei, chorei, como eu não chorava sei lá, há um ano. É, mais de um ano. Não assim, de fazer escândalo e gritar e me molhar toda... mas assim, de cair lágrima mesmo. Deixar ela cair, sabe? Eu não tenho tempo. Nem de deitar na minha cama e chorar antes de dormir, porque até dormir eu fico assistindo aula em vídeo e só percebo que dormi quando acordo com a telinha preta no pc e já é de madrugada. E eu sonhando com tributário e impostos e responsabilidade por substituição. Daí eu chorei uma meia hora, fui no banheiro, sequei a cara, nem tinha borrado tanto assim, dava pra disfarçar. Mas o olho tava meio vermelho. Entrei na sala olhando pra baixo. Me perguntaram se tava tudo bem. Caiu outra lágrima. Que saco. Sorte que eu tinha um lenço. Limpei. Passou.
Pronto, sabe?
Me dêem a chance de CHORAR!!! Por favor!? Ser humana, um segundinho só da minha vida conturbada?! Porque eu não sou uma pessoa daquelas que vêem problema em chorar. Choro não é fraqueza, é sentimento, é pulso, é vida. É mostrar que você é alguma coisa além daquele robô que tá lá todo dia sorrindo pra quem te dá bom dia, boa tarde, boa noite. Pro carinha do balcão, pra zeladora, pro professor, pro colega de sala, pro colega de trabalho, pro patrão, pro vizinho, pro caixa do banco, pro serventuário do fórum, pro conhecido que encontrou por lá, pro inimigo que encontrou por lá. Pra lua quando ela fica sorrindo assim que nem ela tava essa semana.
Que me lembrou aquele dia por essa época do ano passado que teve aquele encontro com o Carpinejar, que a lua tava bem assim, desse jeito. Tem foto aqui no blog, daquele dia. Vocês vão lembrar, acho. Se é que ainda existe um "vocês".
Faz um tempo que eu desativei aquele negócio de ver quem entra e tal porque eu realmente não quero saber, e aquilo vira um vício, e te prende a coisas que você tem que deixar pra trás. Sabe? Sabe.
Aí que não tem importância. 
Eu fiquei feliz pela confiança que recebi de algumas pessoas esses últimos dias, coisas que eu nem esperava, mesmo. Que você planta de pouquinho e um dia a semente vira flor e você nem se deu conta. Esquisito. É uma sensação boa, no entanto. Sabe, de a pessoa ligar pra você. Dizer pra você, ir lá te ver, te dar um abraço, ficar feliz com você. Isso tudo é cada um, uma pessoa diferente. E todas essas... Foi bom sentir.

Bom, então, eu não tô tendo muito tempo pra pensar besteiras, e aqui só vem a parte "besteira" da minha vida. Então esse aqui foi um post só pra dizer que teve um.
Boa vida pra vocês =D

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Início

GENTE EU FIQUEI BREGA DE NOVO, CUIDADO TODOS.
Quando um cara me deixa breeega... vix... hahaha


Aqui o que eu escrevi numa aula hoje.

Meus olhos pararam nos seus, por tanto tempo, em silêncio
Acompanhando seu andar, riso, sorriso
Lembrando detalhes, a luz no seu rosto, suas sombras
Sombras que eu conheci pela sua própria voz,
Cumplicidade.
A transparência deu fim ao silêncio
E o olhar passou a contar segredos
Que eu já não podia mais calar.
Porque sua pele atrai a minha,
Seus sonhos também são metade meus.
A vã procura cessou quando eu olhei para o lado
E percebi tuas verdadeiras cores
Deixei de me esconder atrás da mera admiração
E admiti meu encanto.
Meu canto ficou sendo seu,
Porque todas as melodias são por você
Tudo que é lindo, tudo que toca
Tudo, tudo isso é seu
Porque você tem tudo que não é escuridão
Assoprou pra longe o meu preto e branco
E agora toda a minha luz vem de você.



What would you try
If you had no fear?


Carpe
dieM.

sábado, 30 de abril de 2011

Profissão.

Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, li um livro do Sidney Sheldon chamado A Ira dos Anjos. Quando eu ainda gostava de Sidney Sheldon, e quando eu ainda acreditava que histórias perfeitas podiam existir.
Nessa história perfeita tinha uma heroína, chamada Jennifer, que virou advogada pra fazer justiça. E fazia.
Quando eu quis fazer Direito, não foi pra fazer justiça... Nada dessa nobreza do tipo "eu quis ser médico pra salvar vidas", mesmo porque, com o tempo, você vê que Direito e Justiça são duas coisas totalmente diversas. Mas então, fiz Direito pra ter aquela parte legal, que também tinha no livro, de falar com o júri, argumentar, provar as coisas, investigar.
Aí você entra na faculdade e já descobre em primeiro lugar que quase nenhum crime vai pra júri, que você não pode falar nem com eles nem com testemunha nem com ninguém além do juíz, que o delegado não vai te deixar ficar circulando pela delegacia da polícia civil igual os promotores fazem no law and order... Ou seja, tiraram toda a emoção da historinha.
Mas aí eu comecei a fazer estágio e redescobri o meu curso, sabe? Você não pode chegar no tribunal e falar, falar, falar... Mas você pode fazê-lo em duzentas páginas, ou dez. Você pode brigar! E não só no tribunal, mas na vida! Fazendo Direito, ALGUMAS pessoas aprendem que as coisas não precisam ser aceitas. Você sai do estado de passividade que tem a sociedade e começa a pedir explicações, exigir motivos, demandar direitos. Lógico que não precisa ser estudante de Direito pra fazer isso, mas quando você é, fica tudo mais bonito... é assim: fala um artigo de um código e eu te respeito. Fim. HAHA
E outro lado que eu também descobri é o cheirinho de escritório, sabe? Acho que isso é o que me dá PAIXÃO pelo que eu faço. Aquele cheiro de arquivo, cheio de papéis novos misturados com os velhos, e as pastas suspensas todas na ordem certinha, seguindo a um código, um modelo... O molha-dedo e o processo com a capa da cor da vara em que ele está, com os carimbos e despachos... O perfurador, o sistema, o barulho dos papéis um se seguindo do outro quando a gente só passa o dedo. Os homens de gravata, as mulheres de salto alto... Você saber que aquele papel que você escreveu vai ser lido pelo juiz, pelo desembargador, pelo togado lá de Brasília... Saca essa emoção?
Eu cresci vendo minha mãe trabalhar num escritório, ia lá com ela porque gostava da organização, dos materiais, do arquivo, da importância que tudo aquilo tem... Porque um papelzinho, um documento fora do lugar, desmonta toda aquela estrutura... Um prazo perdido, uma conta feita errado, uma jurisprudência mal citada, uma lei que você esqueceu de olhar, uma guia de recolhimento pro lugar errado... Tudo isso dá um senso de responsabilidade que enobrece, que é inexplicável porque é nesse momento que você segura destinos na mão e é nesse momento que você sente o poder do Direito, da argumentação, da inteligência e senso de oportunidade... É viver no limite, dia após dia, se preocupando com um milhão de coisas diferentes, pensando, criando maneiras... E a satisfação de uma sentença favorável? Ninguém paga.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Confusão.

Travesseiro, cê lembra quando eu te disse que eu tava me apaixonando por alguém por quem eu não devia estar me apaixonando?
Então, e agora eu tava ali na frente daquela piscina, à noite, com todas aquelas luzes e gente rindo e eu só via o sorriso dele naquelas águas.
E o corpo pedindo sono, cansado, mas a mente viajando pela voz, pelo jeito, por todas as manias que ele tem. Aquela idiotice de combinar o sapato cinza com aquela camisa brega cinza também com estampa atrás, que aparece através do jaleco.
Ai, que ódio dele limpando a garganta, e me chamando de querida, e abaixando pra falar comigo, ficar da minha altura, me olhar nos olhos. E que raiva de não conseguir conter o sorriso, e não conseguir senão desviar o olhar. E eu odeio perder a concentração e ficar imaginando mil e uma noites o que nós dois podemos ser de hoje em diante. E é um saco ele não poder chegar e falar, nem eu poder chegar e entender, e nem nós dois podermos dizer claramente. Tudo cala. Mas no silêncio fechado da noite, tudo ganha vida, no sonho que eu espero seja real um dia.

"O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, "nesta minha vida de retinas fatigadas". E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Só um updatezinho ;P

Pra quem não é "friendsnático", antes de ler o post, vc precisa ler uma explicação. Mônica e Chandler são dois personagens de Friends que eram super amigos e acabam se casando. A Mônica é uma louca fanática por arrumação, organizada, cozinha bem, tem um humor ácido e é sempre a cabeça das decisões. O Chandler é um cara super sensível mas que nunca havia encontrado a pessoa certa, perdendo tempo demais com a Janice - uma pessoa errada. E a vida toda teve medo de relacionamentos, apesar de ter certeza do que sentia. 

Enfim, eu contando pro Felipe das minhas agruras amorosas e dizendo: ah, daí eu meti o pé né, porque logo ele ia vir com "eu te amo", também. E você sabe que o passo seguinte a ficar mandando coraçãozinho no msn é o "te amo". E vc sabe que eu to fora. 
E ele: é, Chandler.
Eu: Cara, não é medo de relacionamentos, sabe... É só ser racional. Eu não deixei de ser a Monica. Eu ainda sei me envolver, só que eu vou esperar a pessoa certa pra fazer isso.

Fim.
Eu não sei que cobrança é essa que todo mundo faz que a gente tem que sempre estar amando alguém. Eu acho o seguinte: amar alguém é só problema. Lógico, não "só", mas boa parte sim. Porque pensa bem, você que namora: existe algum momento do seu dia em que não tem nada na sua cabeça? Em que você não tá se preocupando se o outro vai querer fazer aquele programa, se algum amigo seu não vai gostar dele, se ele ta fazendo alguma coisa errada, se ele vai te ajudar, se vc vai conseguir ajudá-lo, se vc vai poder passar o fds todo de pijamas sem ninguém pra te encher o saco ou se vai ter que aguentar os amigos dele num churrasco?
Então, olha quanta coisa. E eu não... Eu ando em paz. Sabe? De ficar parada de olhos fechados e não passar nada pela cabeça? Relaxamento, tranquilidade. Uma coisa quase impossível nesses relacionamentos conturbados. E eu não quero mais coisas assim não. Eu quero estar em paz. 

O grande problema é que sempre que eu penso em algum relacionamento que eu tive, logo me vem a idéia de que eu estou, de fato, bem melhor agora. Entretanto, eu preferia ter vivido um amor bom, tranquilo, em paz, do que apenas olhar pra trás sem arrependimentos e saudades intensas, vazios, vontade de ser aquilo de novo.
Eu acho que se você não tem saudade do que você foi um dia, aquele dia não valeu NADA.
E as únicas saudades que eu tenho são de mim mesma, sozinha.


Outra coisa que eu queria comentar ... Já que estamos falando de ex, mesmo.
Essa semana veio um ex ficantezinho falar pra mim que tava solteiro.
Eu tenho esse efeito nas pessoas que eu acabo me envolvendo... é sempre assim:
Eu fico e tal, namoro ou não, enfim. Aí passa. Eu sempre termino - acho que só consigo me lembrar de uma vez que alguém realmente terminou comigo e até hoje nós dois nos arrependemos disso -, e quando é ficante eu apenas comunico. Foi o que aconteceu com esse aí. Eu comuniquei que estava "meique" gostando de um carinha e que eu seria fiel. Lógico que não fui fiel o percurso inteiro, porque eu não sei ser. Mas enfim, logo em seguida ele começou a namorar uma menina. E eu: legal (Y). Aí ele sempre me dizia que gostava dela e que tava tudo legal, e eu sempre me perguntando o que o tinha feito se prender a ela, porque eu não achava que ele fosse do tipo que se prendia. Mas talvez, olhando agora, eu acho que ele queria ter se prendido a mim, e eu nunca dei abertura. Mas aí continuando... Quando eu terminei com o carinha, um tempo depois eu falei disso pra ele. Na semana seguinte a menina não era mais aquelas coisas, ele não tava mais apaixonado, nem a fim de ser fiel, e se eu não queria sair com ele. E eu tenho uma questão de princípios: joguei na cara dele que se ele aceitou ser o outro, problema dele, porque eu não aceito. Duas semanas depois vem ele me dizer que está solteiro. 

Eu acho isso O FIM, sabe? Será que eu sou tão devastadora assim que quando termino com alguém, o cara começa a fazer um monte de absurdos, cometer erros e mesmo assim ainda me levar no pensamento? Pra aparecer de vez em quando, querer saber como tudo está, ou se tem ainda um espaço pra ele na minha vida... Foi assim com todos, os sérios e os não sérios. Os que eu amei e os que eu só gostei. 

...

E quanto ao blog estar pouco atualizado, duas coisas: 
primeiro que PUTAQUEOPARIU EU TO ENLOUQUECENDO COM MIL COISAS PRA FAZER bjs
segundo que a minha vida tá muito pacata. Eu, que sou o drama em pessoa, não tenho tido nada pra dramatizar. Ah, eu preciso de um homem. Aí vocês vão ver. Homem é a resposta certa pra quando tá tudo muito bom e você quer problemas... haha
Eu não quero problemas, mas sei lá, eu gosto de um drama hein?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Homens que eu amei - parte II

Bom, continuando o livro aberto que é a minha vida, vamos à segunda parte da grande história.

O Jhonathan era só um carinha que queria uma namorada. E eu, uma menina que queria um namorado. E começamos a namorar cerca de uma hora depois de nos conhecermos. Cerca de 30 segundos após o primeiro beijo. Já começou tudo errado, e todo mundo avisava, mas ninguém precisava falar porque eu já sabia. Olha, até hoje eu não sei se foi tudo um erro ou só pela metade, mas de uma coisa eu não me arrependo: eu perdi a virgindade com um cara que namorou comigo, que disse que me amava, que queria me ver no dia seguinte e em todos os outros da vida dele. E não com um idiota qualquer que daqui uns dias esquece meu nome. Porque é isso que eu vejo acontecer com gente que perde a virgindade muito tarde... Arrependimento.

Sabe, dele eu nem tenho tanta coisa pra falar... O tempo torna tudo mais difícil, eu gostaria de me lembrar melhor... Mas me lembro de mensagens no celular o tempo todo e de cartinhas que hoje eu considero ridículas, mas todas as cartas de amor são. Ele foi um cara que eu posso dizer que me deu muito valor, lógico que cometeu erros mas boa parte deles foram por minha culpa. E eu nunca vi alguém chorar daquele jeito quando eu entrei no carro e falei que não queria mais, porque não era mais feliz.

E o que eu odiava eram as ligações que duravam horas, sempre com horário marcado. Sempre a rotina e todos os dias ele fazendo o possível e o impossível pra estar comigo. E o quanto a gente se abraçava e beijava o tempo inteiro como se não houvesse o amanhã pra aproveitar. Eu acho que no fundo ele sempre soube a verdade... Que os meus "eu também" de resposta nunca seriam completados com "também te amo". Que era só um tempo que eu passava porque eu ainda não tinha liberdade pra sair e encontrar gente... Então era melhor estar com ele, supria todas as minhas necessidades, até demais. E as minhas carências. E é bom treinar o amor em alguém que realmente te ama, você sofre menos, aprende mais.

Tudo foi uma questão de matemática e racionalidade. Apenas.

Não posso dizer que não fui feliz, nem que foi tempo perdido... Somos tão jovens! E como ele mesmo sempre diz, fomos parte da formação um do outro, e ainda bem que éramos bons.


"ainda bem que você vive comigo... pq senão como seria essa vida? sei lá... Nos dias frios em q nós estamos juntos, nos abraçamos sob o nosso conforto de amar... de amar... Se há dores, tudo fica mais fácil, seu rosto silencia e faz parar. As flores q me manda são fato do nosso cuidado e entrega... Meus beijos sem os seus, não daria... Os dias chegariam sem paixão. Meu corpo sem o seu, uma parte, seria o acaso e não sorte... lalá, lalalalalá..."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

tan tanranranran tan - - tan tan tan!

Então ninguém te disse que a vida seria assim: seu emprego é uma piada, vc está quebrado, sua vida amorosa é um fiasco... É como se vc estivesse emperrado na segunda marcha, quando não foi seu dia, sua semana, seu mês ou até seu ano... Mas eu estarei lá pra vc, quando a chuva começar a cair, como eu já estive antes. Eu estarei lá pra vc pq vc está lá pra mim também!
Vc ainda está na cama às dez e o trabalho começou às oito. Vc queimou seu café da manhã, até agora as coisas estão indo super bem! Sua mãe lhe avisou que haveria dias assim, mas ela não avisou quando o mundo ia te fazer ficar de joelhos... Eu estarei lá por vc (...)

Pra quem ainda não reconheceu, é a música do Friends.




Então, este não foi meu dia. 
Claro que durante a semana aconteceram coisas maravilhosas, fui lembrada e recebi ligações de gente que eu nem imaginava... Ri tanto que minhas bochechas ficaram doendo, tive novas experiências que deixaram meu coração estufado de tanta alegria. Tive conversas sérias, pesadas. Estive tensa, relaxei. 
Meu peixe está a cada dia pior... Ele tem uma doença bacteriana de cura muito difícil, eu estou fazendo tudo, mas ele não quer comer... E se não comer, não vai aguentar nem até o fim da semana.
Mas eu já estou me acostumando com isso, e decidi que quando ele morrer vou enterrá-lo num vaso e plantar nele uma flor bem bonita, assim meu peixe estará vivo pra sempre.
Queria poder plantar pessoas num vazinho. Não que elas tenham morrido ou corram este risco, mas é que às vezes estão longe demais. Ou então já se foram, e talvez a flor plantada guardaria apenas as boas lembranças.¹

Existem coisas que eu não consigo deixar. E coisas que eu penso, e problemas da minha vida que eu resolvo e des-resolvo todo dia. 
Mas o ponteiro dos segundos do relógio, que ultimamente está tão devagar, permanece girando. E o mundo gira, e o sol nasce e se põe e a lua cheia amanhã estará minguante. E tudo míngua, até algumas pessoas.


Mas o motivo da música é que eu sei que tem gente aqui pra mim também. E eu tenho abraços que me deixam confortável e me fazem esquecer. E eu passo a ter fé nas pessoas e nas coisas e na vida. No destino. E começo a ver o aprendizado e o que tem de bom em tudo isso... e o que eu estou construindo, tão devagar porque as paredes são de pedra. E me basta a paciência pra esperar, porque eu sei que, não demora, vou poder dar meu melhor sorriso.

¹Na verdade, talvez pra você não exista um vaso de flor que traga só as coisas boas, porque toda esta névoa em volta te deixa pálido e distante. E impossível.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dona Flor e seus dois maridos.


Marcelo Faria, Carol Castro, Duda Ribeiro etc.

Daí minha mãe resolveu fuçar na máquina e mudar toda a configuração, e a foto ficou essa M.
Mas enfim.

O espetáculo foi MA RA VI LHO SO!!! Dá vontade de ir hoje de novooo! "/

Mas o melhor foi o beijo que o Nemerson ganhou do Marcelo Faria bem no meio da TESTA! HAHAHAHA
Eu ri tanto que viver valeu a pena só por aquele momento kkkkkkk
Eu e a Cida vamos zuar até o fiim das nossas vidas e PONTO.

Foi lindo, emocionante, certos pedaços do texto são maravilhosos...

Enfim, só pra registrar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Anyway you'll never know the many ways I've tried ♪

Momento "diário" do meu blog. Porque quando acontecem coisas importantes, eu tenho que deixar registrado aqui, já que é muito raro u.u

O FDS foi SUPER, mas eu não tirei foto de quase nada...
Sábado de manhã eu ganhei meu peixe:






O nome dele é Marilyn. Porque ele é gay. E a Larissa disse que Marilyn é um nome bem gay HAHAHA
Mas eu já tinha decidido antes =)
Ah, olha do lado um pedacinho do meu relógio mecânico *_*
Ahh, o meu peixe fica olhando pra mim, eu sou apaixonada por ele *_*
Tarde com um monte de meninas falando um monte de besteiras e assistindo filme de chorar e bolo de mousse com brigadeiro u.u
Daí depois, outras pessoas, fim de noite, mesa do boteco, três gays, três héteros. E eu. Falando com eles, lóxicoan. Aí a gente acabou falando mal de homens. Mas não importa, porque eu não tenho um namorado mas eu tenho um peixe O QUE É MUITO MAIS LUCRO, claro HIEUAHUIEAHIUEHA

Enfim, eu amo meu Marilyn *_* (L)

Aíí o melhor foi hoje à noite: show cover dos Beatles em comemoração aos 50 anos *_*

Tipo, cinco anos sem ver o Lucas e a gente nem tira foto u.u


Aí tá.

O importante é que foi SHOW.
E tocou essa música:



Logo essa ;(
(L)
(ainda bem que não saiu o som da minha voz HAHAHHA pq eu suuuper cantei junto)

Enfim, beijos!

(Eu, a Lais e a Aline)


Mas quando tudo acaba,
A escuridão do quarto me lembra teus olhos
E o teu carinho irreal
Surreal
Imaginado
E a falta que me faz o que não existiu...
É isso o que dói mais.