quarta-feira, 11 de julho de 2012

Espera... longa.

Eu tinha abandonado isso daqui. Eu acho que quando a gente se sente plena, falta inspiração. Não, não falta inspiração, a gente acorda e vai dormir inspirada e isso se torna corriqueiro... normal. Mas quando a gente tá plena, tem sempre alguém pra ouvir tudo que temos pra dizer, não precisa escrever aqui. Acho que é isso, eu to completa agora, sabe.
Mas também esse blog tem muita história, tem a minha vida. Tem os melhores e os piores momentos que eu passei, tudo simultaneo. Tem tanto sentimento que escorre sangue pelas páginas.
E hoje eu estou aqui de novo, em paz na alma.
Cai tanta chuva agora... O vidro da janela embaça com a minha respiração. Eu estou sozinha mas ela está aqui dentro, junto comigo. Logo vai passar, o tempo vai trazê-la de volta pra mim... É só agora, dias passam bem rápido.
Eu me dei conta de que a gente sempre espera alguma coisa chegar, nunca é o agora que vale, é sempre depois.
Sair da faculdade e entrar no carro dela, parar na rua de baixo e ficar aquela meia hora cronometrada que passava voando também valeu tanto a pena quanto o resto das nossas vidas.
Eu sinto falta disso também... Agora que nem isso eu tenho mais, por uns dias.
Quando a gente ta vivendo a coisa parece que ela não vai passar nunca mais... É tanta dor. A espera dói demais, é como se cada novo dia que nascesse fosse um espinho a menos fincado no nosso corpo. E a cada noite, ao deitar pra dormir, a cama fosse feita desses mesmos espinhos. É ir dormir esperando que passe logo, chegue o próximo dia, e o próximo e o próximo... E imaginar quantas noites ainda faltam pra acabar.
E aí acaba e vem outra coisa.
Eu conto os dias pra ela voltar, conto os dias pra entregar o tcc, apresentar, conto os dias pra última semana de provas... pra formatura, pro meu primeiro emprego, pra podermos mudar pra nossa casa. Conto os dias pro jardinzinho com alecrim e manjericão. Espero o dia que o sol vai atravessar a cortina e beijar sua pele, e eu estarei ali, a olhando dormir.
Espero pra dizer aquelas minhas coisas que ela acha tão bonitas e nem são. Espero pra ouvir aquelas coisas tão bonitas que ela chama de improviso. Espero pela vibração das cordas do violão e o descanso.
Espero pela rede na varanda com a brisa quente de verão. Espero pra contar as estrelas e presentear, com uma por dia, seu sorriso lindo.
Espero que essa fascinação nunca acabe, que seja assim, desesperado esse amor. Louco, impossível de conter... Espero que esse brilho nunca se esvaia dos seus olhos. Espero que eu seja sempre responsável por ele. E nunca exista dor entre nós.

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