Eu tenho saudades de muitas coisas. As pessoas dizem que não é pra ficar tendo saudade, cultuando o passado, enquanto o futuro tá aí batendo na porta e você tá perdendo. Mas eu acho que o passado faz parte de tudo o que você é, de QUEM você é. De todos os seus erros e aprendizados e as coisas que você queria que tivessem sido e não foram.
Não é que eu não tenha me desvinculado do passado, sabe. Esse último post, sobre seis anos atrás... é que foi importante, só. Eu sei viver o agora. Pelamor né, eu tenho um carpe diem no pulso, onde o sangue passa seiláquantas vezes por segundo pra me lembrar que eu to viva. Mas eu vejo em cada traço, em cada sombra, em cada passo do hoje, o reflexo do passado. Porque essa é a lei cármica, a lei do universo, o jeito que as coisas são.
A gente escolhe um caminho e depois sai chamando ele de destino por aí, pra tirar a culpa das costas.
Eu não. Eu sei tudo que eu fiz. E mesmo errado, mesmo tendo doído por muito tempo, mesmo com as lágrimas... mesmo ainda hoje parando pra olhar pro céu procurando qualquer coisa quando toca aquela música... mesmo assim eu tenho saudades. E ter saudades significa que valeu alguma coisa.
Pior é ter a vida em branco, ou um caderno perfeito, sem páginas rasgadas. Uma história só, com começo e sem fim, sem dor, sem angústia, sem felicidade. Porque só existe a luz graças à escuridão, não é?
"não existiria sooom, se não houvesse o silêncio".
Eu gosto de ser quem eu sou, com todos os meus problemas e mistérios e milhares e milhares de segredos. Eu gosto da minha auto-confiança, de correr atrás do que eu quero. De desejar e conseguir. Ou lutar, lutar e o mundo não colaborar... Não importa. Nenhum ponteiro do relógio se mexe em vão.
Não tem um sol novo no céu todo dia, é sempre o mesmo. É sempre a mesma vida, é sempre você, eu, as pessoas. As mesmas pessoas. E as chances que surgem.
Sentimentos começam e terminam e ultimamente eu nem vejo.
Tempo, tempo, tempo, tempo...
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