domingo, 26 de fevereiro de 2012

Gente.

Eu to cansada dessa gente ensimesmada.
De todas essas fotos, todo dia, dessas caras superficiais.
De tentar ser fútil só pra agradar.
Tentar entrar em grupinhos fechados.
Minha falsa mediocridade só chega até um determinado ponto
Depois disso, nem sei mais fingir
Nem dizer coisas sem sentido, me preocupar com a superfície
Cuidar da vida alheia, tentar imitar
Tanta gente que fala sem saber
Fala nada de tudo, e tudo de nada
Como se valesse a pena cada segundo daquela conversa
Que eu engulo aos goles de vodka.

Eu tento, sabe, eu tento!
Mas é difícil ter que me explicar
E me espremer pra encaixar.
E tentar não estourar tudo isso.

Eu tento não ser a chata intelectual
A que aprofunda a burrice material
E até tento entrar na onda.
Aí eu descobri:
Pra conversar com mulher, é só falar mal de homem
Comprar maquiagem
Andar na moda
Usar brincos, acessórios, bolsas de couro e anéis
E quando você pára pra olhar pra isso, é tudo sem sentido.
Um bando de modelinhos, marionetes, seguindo em fila indiana
Em direção ao abismo da ignorância.

Não foi minha intenção fazer um poema
Nem despejar toda a minha arrogância e indiferença
Mas tantas ideias desconexas só podem estar separadas por parágrafos.

Eu queria estar separada por parágrafos dessa gente.
Pequena, careta, burra e parada.

Eu só queria ter amigos
Mas essa gente é tão idiota!

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