domingo, 21 de agosto de 2011

Essência

Eu não sei... Eu estou sentindo uma URGÊNCIA, sabe? Vontade de fazer alguma coisa, mudar as coisas. Explodir tudo e reconstruir de novo!

Hoje foi um dia interessante.
Fui ao chá de bebê de uma amiga. Geralmente eu não vou nessas coisas, mesmo porque tive que perder o ensaio e o almoço na casa do meu tio e o dia todo praticamente, com o tanto de coisas que eu tenho pra fazer... Mas eu fui. 
Fui porque eu fui a primeira pessoa pra quem ela contou. E são assim as coisas inesquecíveis da vida... Um dia, você marca de ir tomar um café na bom livro do shopping e puff. Acaba a noite assistindo piratas do caribe, se matando de rir. E a sua amiga descendo do carro, te dando um abraço e te agradecendo por estar lá. 
Com certeza esse é um dos momentos que eu não vou esquecer.
E estou dizendo isso porque acessei um blog que eu tinha aos 14 anos... Porque essa semana "acessei" um amor que eu tinha aos 14 anos. Foi muito esquisito "me" ler tanto tempo atrás... Em meio a tanta infantilidade, coisas idiotas e bandinhas de rock, encontrar a pessoa que eu sou até hoje. A insaciável, a que não sorri à toa, que não fica feliz por pouca coisa, que chora sozinha no quarto, que se isola de tudo quando as coisas não vão bem... Me encontrei comigo há 6 anos e percebi que não importa o quanto eu tenha amadurecido, eu continuo aquela menina assustada sentada no chão gelado do quarto, no escuro, esperando a noite passar pra ver se o dia vem mais quente. 
Um amor de seis anos atrás... Que continua o mesmo, e tão lindo. E conversamos como se fossem seis dias. Seis horas. 
Mas... "eu quero sair, quero falar, quero ensinar o vizinho a cantar..."
Eu não quero ficar aqui parada, sabe?
Por mais que eu faça tanta coisa - e eu faço, hein - parece que eu estou estagnada, parada no mesmo lugar.
Me deu uma vontade louca de pintar outro quadro, de passar a noite inteira acordada, de viver um amor louco, de viajar, de nadar até o mar aberto e gritar que EU NÃO SOU DAQUI!!!
Mas a minha vida vai continuar a mesma, acordando, estudando, trabalhando, estudando, dormindo. Isso me decepciona, de mim mesma. Porque eu já tive tantos sonhos... Eu já acreditei no "pra sempre". Já pensei que existisse amor. Já quis ser jornalista, CSI, atriz. Já quis ter uma banda. 

Eu não posso reclamar da minha vida... Mas só se eu estiver comparando com qualquer vida, uma vida normal. Eu quis ser mais. Quero.
Eu quero ser extraordinária.

E não conseguir isso me dá essa inquietude, esse aperto no coração, essa dor. E um desespero enorme por não estar da forma como eu me via há muito tempo. Da forma como eu queria. Não transpareço a minha essência e isso machuca.

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