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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Oi.

"Oi. To viva. Beijo pra vcs" E essa foi a única frase que eu consegui botar no meu face essa semana.
Desde domingo, com a emoção de ter passado na OAB, todas as delícias e dificuldades do estágio novo, volta às aulas, começo do cursinho novo, não estar preparada física e psicologicamente pra tudo isso, cometer erros esdrúxulos, me deprimir e achar que eu não consigo dar conta, levantar a cabeça e aceitar o desafio. Tudo isso, em uma semana.
Hoje eu me emocionei com umas mensagens que recebi de manhã.
Sei lá, eu acho que agora que começou a pesar essa nova decisão pra minha vida. Eu achava que podia muito bem viver sozinha, até que apareceu alguém que me tirou dessa inércia e me deu vontade de tentar de novo... Mas agora eu realmente não posso.
Agora, eu estou num momento tão de "paz". Paz com tudo, sabe? De conseguir olhar o futuro e sorrir pra ele, acenando adeus. Não me lembrar ou não sofrer ao me lembrar. Olhar pro futuro e sabê-lo de cor. E é como se o presente não existisse. Parece que eu tomei todas as minhas decisões naquela pressa das 6 da tarde, percorrendo as ruas sem olhar pra frente, só pro chão, e não atrasar. Parece que não existe mais céu nem gente nem beleza no meu caminho. Eu não vejo mais a estrada, só a linha de chegada. E não é tão bom assim.
Porque às vezes a gente pára e olha no espelho e pensa em tudo o que conquistou. Tudo que podia ter dado errado, tudo o que deu errado. Tudo que a gente evitou e o que fez sem pensar, e não deveria ter feito.. Ou deveria. Como não saber se não tentar?
Mas eu não sinto mais o tempo. Como se o relógio estivesse parado e só vai voltar a correr quando eu chegar lá. 
E no meio dessa olhada no espelho pensando em todas as conquistas, hoje eu pensei que talvez eu não seja uma pessoa tão ruim assim. Talvez eu tenha conseguido que alguém gostasse de mim. Não existe nada melhor no mundo do que saber que alguém te ama. Ou pelo menos achar isso. Mas também não existe nada pior do que ter todas as cartas na mesa e não poder gritar SEEEIS! DOZEEE! Simplesmente não poder, porque a vitória, naquele jogo, não pode ser sua, se você quiser ganhar o próximo.
E eu simplesmente já decidi qual eu quero ganhar. E se isso vai doer, fazer o quê? Já cansei de me guiar pelo coração. Hoje eu penso.
Não estou dizendo que isso me tornou uma pessoa melhor.
Pelo contrário.

Working Class Hero
John Lennon

Assim que você nasce, eles te fazem se sentir pequeno
Não te dando nenhum tempo, em vez dele todo
Até que a dor é tão grande que você não sente mais nada
Um herói de classe trabalhadora é algo pra ser.
Eles te machucam em casa, e te batem na escola
Eles te odeiam se você é inteligente, e desprezam um tolo
Até que você tá tão fodidamente louco que não consegue mais seguir as regras deles
Um herói de classe trabalhadora é algo pra ser.
Quando eles tetorturaram e amedrontaram por 20 estranhos anos
Eles esperam que você escolha uma carreira
Quando você não consegue funcionar direito, está tão cheio de medo
Um herói de classe trabalhadora é algo pra ser.
Te deixam dopado com religão e sexo e TV
E você se acha tão esperto, sem classe e livre
Mas vocês continuam sendo um rebanho, até onde eu posso ver
Um herói de classe trabalhadora é algo pra ser.
Há espaço no topo e eles ainda estão te dizendo
Mas primeiro você tem que aprender a sorrir enquanto mata
Se você quiser ser como os caras da montanha
Se você quer ser um herói, apenas me siga.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Será?

Eu fico imaginando... Me perguntando se, na verdade, eu realmente acreditei algum dia, ou eu só sonhava em acreditar, e ainda sonho. Ou se alguém realmente acredita. Ou então se as pessoas inventaram o amor pra ser a inspiração de coisas bonitas. Se as pessoas querem sentir isso pra poder dizer pro mundo... E quando não sentem, desapontadas, mentem que sim. Porque é tão bonito.
Eu não sei... Não sei se sou muito desacreditada ou realista. Só sei que ninguém nunca me convenceu do contrário.

Eu já, muitas vezes, menti que a lua só era bonita vista nos olhos de alguém... Mas nem bonita a lua é.
Só para os românticos.

... Mas deve ser tão bom amar alguém e achar as rosas a oitava maravilha do mundo, e sentir o perfume do inverno, do verão, da primavera... E, ao abrir os olhos, sorrir só por ver aquela pessoa ao seu lado... E pensar nela em todos os momentos, e querer compartilhar cada sorriso e cada lágrima, e saber que só ela vai te entender, de verdade.... E não pensar duas vezes no que quer falar, simplesmente ser você mesmo e não se preocupar... Ter certeza do futuro e não temer se magoar... Porque sabe que não vai. E ouvir uma música nova ou ler um poema e na mesma hora mandar mensagem dizendo aquelas frases... E imediatamente a pessoa te responder um simples "eu te amo".
Não existir ciúmes nem desconfianças, gostar de fazer tudo juntos, ter os mesmos amigos, amar os mesmos cantores, escritores e poetas... Planejar as coisas mais absurdas e realizá-las, como se fosse um sonho antigo... Como se a vida toda você tivesse esperado por aquele momento, para fazer aquilo, com aquela pessoa.
Como se tudo o que você viveu até agora apenas te tivesse preparado para ser o melhor para ela, para saber viver com ela, para ser feliz. Para, finalmente, ser feliz.

Ou talvez o amor nada tenha a ver com felicidade, e nem felicidade com amor, e esse texto é todo um non-sense absurdo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

      Vi um negócio no tumblr muito legal. É assim: vc aperta shuffle no seu iPod (ou aleatório) sem escolher uma pasta.. pra poder juntar todas. Aí vc fala quais foram as primeiras 20 músicas q apareceram... Inclusive as mais vergonhosas e as q vc não queria q ninguém soubesse q vc ouve. HAHAHA
      Sim, porque as músicas que a pessoa ouve dizem muito sobre elas.
      Tá aí:
  1. O tal casal – Vanessa da Mata http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/1744644/ “Querendo a vida bem mais fácil, eu resolvi... É tão melhor viver em paz.”
  2. Quantas Vidas Você Tem – Paulinho Moska http://letras.terra.com.br/paulinho-moska/710293/ “Eu já matei você 1000 vezes.”
  3. Talking To The Moon – Bruno Mars  http://letras.terra.com.br/bruno-mars/1683317/traducao.html “À noite, quando as estrelas iluminam meu quarto, eu sento sozinho pra falar com a lua, tentando chegar até você, esperando que você esteja do outro lado, falando comigo também. Ou eu sou um tolo, que senta sozinho, falando com a lua.”
  4. Vê Se Fica Bem – Vanessa da Mata http://letras.terra.com.br/vanessa-da-mata/1755335/ “Vê se fica bem, meu bem... Vê se dorme bem, meu bem... Pois não estarei pra te cuidar.”
  5. Good Gone Girl – Mika http://letras.terra.com.br/mika/1476649/traducao.html “Ei você, o que uma garota como você está fazendo neste mundo louco? Apenas uma garota boa que ficou má.”
  6. Sou Dela – Nando Reis http://letras.terra.com.br/nando-reis/542652/ “Nunca mais parece triste. Triste eu era, agora passou!”
  7. O Bem e o Mal – Danilo Caymmi http://letras.terra.com.br/danilo-caymmi/45423/ “Eu guardo em mim tantas canções, de tanto mar, tantas manhãs... Encanto doce, o cheiro de um vendaval, guardo em mim o deus, o louco, o santo, o bem e o mal.”
  8. O Jardim do Silêncio – Paulinho Moska http://letras.terra.com.br/paulinho-moska/156009/ “O sorriso antigo agora é lágrima barata... A vida não pede licença e muito menos desculpa.”
  9. (vergonhosa)  Kiss Me Thru The Phone - Soulja Boy http://letras.terra.com.br/soulja-boy/1405933/ - não tem uma frase decente pra tirar dessa música.. ela entrou no meu ipod infiltrada em alguma coletânea e eu nunca tirei hahaha
  10. (vergonhosa) Retratos e Canções – Sandra de Sá http://letras.terra.com.br/sandra-de-sa/48745/ “Lembranças de nós dois, retratos e canções... Um filme de amor que nunca chega ao fim.”
  11. Palpite - Vanessa Rangel  http://letras.terra.com.br/vanessa-rangel/6640/ “Tô com saudades de você censurando o meu vestido... As juras de amor ao pé do ouvido.”
  12. Tentei Fugir – Nando Reis http://letras.terra.com.br/nando-reis/1019572/ “Drogadas madrugadas sobravam, sobrava um vazio.”
  13. Don’t Look Back In Anger – Oasis http://letras.terra.com.br/oasis/28994/traducao.html “Deslize por dentro do olho da sua mente, você não sabe que pode encontrar um lugar melhor para estar?”
  14. Devaneio – Jorge Vercillo http://letras.terra.com.br/jorge-vercillo/1245810/ “Mergulhei no mar, e não dava pé.”
  15. Paciência – Lenine  http://letras.terra.com.br/lenine/47001/ “Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para”
  16. St. Patrick’s Day – John Mayer http://letras.terra.com.br/john-mayer/25047/ “No escuro, no telefone, você me diz os nomes dos seus irmãos, e suas cores favoritas... Estou aprendendo você.”
  17. Sexed Up – Robbie Williams http://letras.terra.com.br/robbie-williams/65375/traducao.html “Faça deste, o último beijo. E eu vou embora.”
  18. Life’s a Dream – Lighthouse Family http://letras.terra.com.br/lighthouse-family/207062/traducao.html “Quando você souber aonde está indo, nada vai te impedir.”
  19. Então Vá Se Perder – Ana Carolina “Tudo que eu te disse, eu nem tinha pra dizer”
  20. O Segundo Sol – Cássia Eller http://letras.terra.com.br/cassia-eller/12570/  “Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi dois sóis, e a vida que ardia sem explicação." 


sábado, 8 de outubro de 2011

Carta aberta.

Daí eu larguei a guitarra na cama, fui pra cozinha pegar sorvete e parei no sofá pra ligar a TV. Estava passando um especial MTV Renato Russo, provavelmente porque tá perto do aniversário da morte dele. Enfim, fiquei assistindo. Agora é quase meia noite. Faz um tempo que eu não fico acordada à toa até essa hora. Essa coisa assim de ouvir música e o vento batendo na janela e a escuridão total faz a gente pensar merda, né? É, experiência própria.
Então eu resolvi fazer uma carta aberta aqui, que se for para a pessoa a quem ela é dirigida ler, a pessoa lerá. E os demais também, talvez, vão saber do que eu tanto falo por aqui, em goladas de sinceridade, nos momentos de nostalgia.

Eu ouvi Metal Contra as Nuvens e na parte do "tudo passa, tudo passará" eu chorei. De novo. Há alguns anos, eu choro nessa parte. E lembro de um domingo à tarde em que eu ouvi por tantas e tantas vezes essa música, chorando tanto nessa parte. E te dizia: "A nossa história não estará pelo avisso assim, sem final feliz... Teremos coisas bonitas pra contar.... E até lá, vamos viver! Temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás... Apenas começamos! O mundo começa agoooora... aaaah! Apenas começamos!"
E eu realmente acreditava que o mundo estava apenas começando pra mim. E foi exatamente por isso que tudo acabou... Porque eu achava que podia estar perdendo alguma coisa... Eu, ingenuamente, pensava que pudesse existir algo melhor que aquilo. E não, nunca mais senti.
Eu penso tanto sobre isso e até hoje não sei se é porque a inocência se foi, a primeira vez é mais emocionante... Ou se não existem amores iguais... Ou se nunca mais existiu amor, mas apenas a ilusão de amar. Pra mim, pelo menos. Não sei pra você.
Sei que amores imperfeitos são as flores da estação. Também é dessa época. '...mentira se eu disser que não penso mais em você.... e quantas páginas o amor já mereceu? Os filósofos não dizem nada que eu não possa dizer... E quantos versos sobre nós eu já guardei?! Deixa a luz daquela sala acesa... E ME PEÇA PRA VOLTAR!'
Tantas músicas trilharam aquele nosso caminho... E toda vez que a gente chegava era a mesma. Não sei se você vai lembrar, mas é que com você, eu sempre fui mais boba. Daquelas de guardar cartinhas que nunca mandou.
Bom... depois de todo esse tempo, eu só sei que é mentira! É, é mentira a música que dizia que tudo passa. Não passou... Não vai passar.
Eu não sei se é uma boa idéia. Até acho que não. Mas essa é a única coisa que eu não consigo controlar.
Porque depois de tudo, tudo, TUDO que passa, quando eu olho fundo pro horizonte, tentando olhar o nada, é você que eu vejo. E quando chove na frente do lago, eu sento e fico lembrando. Sabe, de tanta coisa que já me aconteceu na frente daquele lago depois de você, e é de você que eu lembro no cheiro da chuva, no vento que mexe o cabelo, no respirar.
E aqueeeela música que não sei por quê, mas eu lembro de você e você de mim e a gente só foi se descobrir anos depois.
Sabe... eu só queria te dizer que, por um tempo, as coisas do mundo podem me cegar. E cegam. E eu acredito nelas porque eu quero acreditar, eu quero viver. Sabe, tipo gente normal. Que namora, termina, namora, termina. Ama. Tudo me cega e a única imagem que atravessa a minha retina é essa. Essa idiota, de nós dois. Assim, desse jeito, impossível, impensado. Impensável, acho.
Sinceramente, eu não acho que você ainda pense em mim. Com tanta coisa... Como a gente evoluiu, né? E mesmo assim, não somos felizes. Eu sei que você também não é.
Mas que aquele dia, da música lentinha no violão... Que você disse que eu tava linda. Foi a última vez que conversamos e eu me lembro... E quando conversarmos de novo, vou lembrar disso também... E é como se todo o resto do passado não tivesse importância e o relógio contasse só quando eu te vejo.
Não é minha intenção te conquistar, nem nunca foi. Não sei como um dia consegui, pra poder copiar agora e te ver dizendo aquelas coisas de novo, do primeiro dia. Eu não sei mais fazer você gostar de mim, sabe. E nessa hora, pelo que eu te conheço, você tá rindo e me chamando de emo. =P
Mas era isso... Uma coisa que eu queria falar. E se você ver sozinho, eu sei que não vai me dizer nada. E se não ver... talvez um dia eu te mande o link - quando eu estiver muito bêbada ou fora de mim ou os dois juntos. Porque eu ainda tenho vergonha, sabe. De estar aqui, até hoje, sem querer, esperando. Sem querer, esquecendo e lembrando tudo de novo. E tentando viver outras coisas que parecem fazer o mundo não sair do lugar. Que parecem atrasar. Porque, como eu disse, o relógio só conta quando eu te vejo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Realidade

Eu não posso culpar as pessoas pela ignorância "de mundo" que elas têm, sabe. Porque tem gente que nasce e vive isolada no seu próprio mundinho. É óbvio que eu também não sei tudo, nem vi tudo, mas já vi bem de perto coisas que estas pessoas nem imaginam.
Acho engraçado porque conheço MUITA gente assim. Desde gente que pensa que pra ter um relógio precisa pagar 5 mil, enquanto muita gente paga quinze reais e tá super feliz já, até gente que reclama porque a casa é pequena ou porque está num hospital no qual foi atendida imediatamente, com apenas uma dorzinha e passou o dia deitada numa poltrona almofadada super confortável. Nada contra, porque a pessoa só viveu isso até hoje, sabe. Gente que acha que só animaizinhos tipo cachorros e gatinhos fofos são espancados todo dia. Não sabe que crianças, bebês, têm seu futuro traçado por um pai alcoólatra e violento. Já nascem de uma mãe drogada e porque Deus pôs a mão, são neurológica e fiscamente normais. Que levam marcas por todo o corpo pela vida inteira, de uma surra não merecida. Que passam os dias na rua, passam fome e frio, e ninguém acha bonitinho salvar uma criança toda suja da rua, como é bonitinho salvar um gato da mesma rua.
Sabe, gente que acorda de madrugada pra ir pra fila da agência de emprego, tentar trabalhar insanamente pra ganhar 500,00 por mês pra poder botar feijão na mesa. Gente que sente dor, pega sei lá quantos ônibus pra chegar num hospital, fica lá fora no frio enquanto espera a vaga, e a dor é de verdade, a doença é séria, ela pode morrer, e fica ali, quieta, esperando por um espaço no chão sujo da enfermaria. 
Sabe, gente que reclama de pequenas coisas. Gente que reclama do trânsito e não vê as milhares de pessoas que atravessam quilômetros em rodovias correndo o risco de morrer a qualquer momento, de bicicleta, quando têm uma. Reclama da queimada do sol porque passou tempo de mais bebendo na praia e não lembra do cortador de cana de açúcar, que fez o que ia ser fermentado e virar a bebida, e queimou não só a pele, queimou a alma e enrugou e deixou cicatrizes e calos nos dedos dos facões. Gente que come comida gelada versus gente que escolhe não comer porque é regime.

Sabe, gente.
Sei lá, quanto maior a ignorância do mundo, mais feliz a gente é. Ou não. Porque, pelo menos sabendo que existe tudo isso, dá pra ficar bem feliz com o arroz, salada e bife do almoço, o ônibus pra ir trabalhar, o colchão que tem no chão pra dormir.

domingo, 21 de agosto de 2011

Essência

Eu não sei... Eu estou sentindo uma URGÊNCIA, sabe? Vontade de fazer alguma coisa, mudar as coisas. Explodir tudo e reconstruir de novo!

Hoje foi um dia interessante.
Fui ao chá de bebê de uma amiga. Geralmente eu não vou nessas coisas, mesmo porque tive que perder o ensaio e o almoço na casa do meu tio e o dia todo praticamente, com o tanto de coisas que eu tenho pra fazer... Mas eu fui. 
Fui porque eu fui a primeira pessoa pra quem ela contou. E são assim as coisas inesquecíveis da vida... Um dia, você marca de ir tomar um café na bom livro do shopping e puff. Acaba a noite assistindo piratas do caribe, se matando de rir. E a sua amiga descendo do carro, te dando um abraço e te agradecendo por estar lá. 
Com certeza esse é um dos momentos que eu não vou esquecer.
E estou dizendo isso porque acessei um blog que eu tinha aos 14 anos... Porque essa semana "acessei" um amor que eu tinha aos 14 anos. Foi muito esquisito "me" ler tanto tempo atrás... Em meio a tanta infantilidade, coisas idiotas e bandinhas de rock, encontrar a pessoa que eu sou até hoje. A insaciável, a que não sorri à toa, que não fica feliz por pouca coisa, que chora sozinha no quarto, que se isola de tudo quando as coisas não vão bem... Me encontrei comigo há 6 anos e percebi que não importa o quanto eu tenha amadurecido, eu continuo aquela menina assustada sentada no chão gelado do quarto, no escuro, esperando a noite passar pra ver se o dia vem mais quente. 
Um amor de seis anos atrás... Que continua o mesmo, e tão lindo. E conversamos como se fossem seis dias. Seis horas. 
Mas... "eu quero sair, quero falar, quero ensinar o vizinho a cantar..."
Eu não quero ficar aqui parada, sabe?
Por mais que eu faça tanta coisa - e eu faço, hein - parece que eu estou estagnada, parada no mesmo lugar.
Me deu uma vontade louca de pintar outro quadro, de passar a noite inteira acordada, de viver um amor louco, de viajar, de nadar até o mar aberto e gritar que EU NÃO SOU DAQUI!!!
Mas a minha vida vai continuar a mesma, acordando, estudando, trabalhando, estudando, dormindo. Isso me decepciona, de mim mesma. Porque eu já tive tantos sonhos... Eu já acreditei no "pra sempre". Já pensei que existisse amor. Já quis ser jornalista, CSI, atriz. Já quis ter uma banda. 

Eu não posso reclamar da minha vida... Mas só se eu estiver comparando com qualquer vida, uma vida normal. Eu quis ser mais. Quero.
Eu quero ser extraordinária.

E não conseguir isso me dá essa inquietude, esse aperto no coração, essa dor. E um desespero enorme por não estar da forma como eu me via há muito tempo. Da forma como eu queria. Não transpareço a minha essência e isso machuca.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

I Had a Dream

Era um prédio todo de vidro, de cerca de 70 andares. Ela, na cobertura, olhava pra fora, as luzes da cidade. A noite ia alta e a lua não aparecera, a sala estava escura e se ela gritasse, não haveria uma alma que pudesse escutar. Decidiu que o faria, bem alto, tentando expulsar seus demônios. Havia apenas uma mesa, uma cadeira, uma pena e um tinteiro e mais nada na sala de paredes vermelho-escuro e chão de madeira bem limpo. Sentou-se, retomando o fôlego do grito e encontrou um papel em branco na gaveta. Molhou a pena, deixou cair um pingo de tinta que se misturou ao sangue que vomitara com o grito. Com as mãos trêmulas, foi delineando a palavra LIBERDADE, que mal se fazia compreender em meio às curvas que a mão fazia, sozinha, deixando tudo numa espécie de garrancho que não precisava ser lido, porque expressava o sentimento. Perdera o formato de palavra e consubstanciara-se em gemido, em grito, em dor.
Olhou então fixamente para o vidro da janela e o cérebro não pensava. Apercebeu-se, neste momento, de que não havai cérebro, mas apenas instintos. E uma vontade rasgante de pôr fim àquilo tudo. Correu, como quem foge de um trem pela própria linha, como quem foge da morte, da escravidão, mas sem saber ao certo a consequência do escape. Com mais um grito, atravessou a parede de vidro que a prendia naquele universo. Sequer sentia os pequenos cacos penetrando por cada poro do seu corpo, não sentia o arder da ferida, pois aquele era o caminho para curar a maior das dores: a vida.
Abriu os olhos, num susto. Acendeu o abajur do criado-mudo e limpou seu suor. Olhou em volta, estava em seu quarto. Segura, na sua própria cama. O coração acelerado parecia ainda viver a adrenalina do sonho ruim. Sonho. Passou a mão em seu rosto, tentando reconhecer-se, e sentiu vazar os estilhaços de vidro pela sua pele. Ardia, sangrava. A dor ainda estava ali, foi só um sonho. E ela, covarde, manteve-se abraçada ao seu travesseiro e apenas rezou. Já sabia que nada que fosse terreno seria capaz de aliviar aquele sentimento, mas o que mais poderia ela fazer? Uma lágrima de resignação desceu pelos seus olhos e os cacos foram jogados ao chão. Conseguiu dormir horas depois, porque os olhos ardiam com o pranto. Ainda era madrugada.
Mas no dia seguinte, ao se levantar, pisaria nos cacos e as gotas de sangue a relembrariam da dor enraizada, que nem preces, nem pranto, nem sonhos conseguiriam exterminar.

sábado, 2 de julho de 2011

Turn me lose from your hands...

Tem uma teoria velha minha, que talvez eu até já tenha comentado alguma coisa aqui, mas como minha memória é ÓTEMA (tipo, eu não tenho idéia de qual foi assunto do meu último post) vou falar de novo xD

Seguinte. 90% das pessoas está com alguém por medo de estar sozinho. Como funciona: as pessoas criaram a ilusão de necessidade de ter alguém sempre por perto. Eu, sinceramente, não entendo isso. Porque alguém sempre por perto enche MUITO o saco, e às vezes você tem mais o que fazer. Mas por exemplo, se um amigo te chama pra sair e você fala: ah meu acabei de baixar a última temporada inteira de dexter e to louca pra ver, vamos semana que vem? Ele fica de boa, sabe. Te xinga um pouco de nerd sem vida social, mas semana que vem vocês saem. Agora, vai falar isso pro namorado. Além de ele xingar muito, vai te obrigar a ficar com ele, por métodos escusos tipo tortura psicológica, peso na consciência, horas te irritando por telefone/internet e ameaças de que o que ele não tem em casa, encontra na rua. Minha resposta? Vai lá querido, boa sorte pra você. Resposta da maioria das pessoas? Ai amor, eu te amo, vem, vamos ficar juntos hoje, deixa a minha vida inteira pra depois. O que esta pessoa está/deveria estar pensando? PUTAQUEOPARIU to gastando minha vida com um idiota egoísta que só pensa nele, grudento da porra e vai me dar um trabalho desgraçado terminar com esse idiota.

Tá gente, eu generalizei, mas pensa que não existe gente exatamente assim? Conheço uns par.

Mas o grande problema não está nestes relacionamentos, sabe. Porque a pessoa faz o que ela quiser da vida dela. Tem gente que escolhe sorrir, tem gente que escolhe chorar. Fodam-se. Se chorarem sozinhos, não me ligarem desesperados porque o namorado meteu o pé pra pegar outra que seja loira gostosa, ou de qualquer outra forma me encher o saco, tudo bem, quero mais é que siga a sua vida. O problema todo é que estas pessoas se acostumam com a solidão a dois, o dar mais que receber, o deixar as coisas que quer pra lá, o fazer pelo outro e não mais por si mesma. Aí esta situação se perpetua no tempo e a consequência natural é que eventualmente nascerão frutinhos dessa relação.

Sabe a Teoria dos frutos da árvore envenenada? Então.

Neste momento, essa DUPLA que vivia infeliz entre si, resolveu transmitir esta infelicidade para outras pessoas.

Eu acho assim: você escolheu uma coisa pra sua vida, ninguém tem o direito de falar um "A". A vida é sua, boa. Só que quando você puxa outras coisas/pessoas/situações pra dentro do furacão, envolve outras pessoas na SUA confusão mental, aí já é um problema. 

Eu tenho medo de ter filhos porque eu sei que nunca vou ter certeza se amo ou não uma pessoa. Porque eu sou assim. Sei lá, talvez um dia eu saiba "é ele", mas por enquanto tô meio cética com relação a isso. Nunca vi acontecer, e quem disse que viu, nunca me convenceu.

Mas enfim, estes frutos da árvore envenenada vão ser um problema pra sociedade. Pais carentes, acomodados e medrosos criam filhos com estas características. Vira um círculo vicioso. E estes medos se espalham por todas as áreas da vida. A pessoa fica insegura, impotente. Tudo o que a gente é, é o nosso cérebro que manda. A nossa auto-estima não é formada pelas outras pessoas, é pela nossa personalidade. E  tem certos personagens principais que são formadores desta personalidade. Estes personagens não podem ser pessoas quebradas.

Eu tenho pena de gente que aprendeu a ser assim. Gente que sustenta relacionamentos por medo. Gente infeliz, por opção, e nem se toca que É UMA OPÇÃO. Eu tenho pena, mas não existe nada que ninguém possa falar. Estas pessoas são assim, e não importa quantas quedas, decepções e o que for que elas tenham que passar, simplesmente vão achar que dá pra dar um jeito, que aquela pessoa é assim mesmo, que ela te ama. Novidade: não, alguém que te humilha, que te ignora, que não pára pra perceber o que você sente NÃO TE AMA. Difícil aceitar isso? Pode ser. Mais difícil ainda é viver uma vida inteira de mentira. E fatalmente a mentira acaba. E aí? Era melhor ter cortado do começo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nada tem fim.

Tem um cara que eu sempre vou amar. Como uma saudade cativa. De cativeiro, mesmo. Presa, lá no fundo, porque não vai dar mais. Entende? NÃO VAI DAR. Já passou, perdemos a chance. Mas fica ali, em algum lugar, me lembrando que existiu a possibilidade.
A gente foi feliz. Eu lembro.
Mas mesmo que nós dois estivéssemos sozinhos agora, ainda assim não daria, simplesmente não. Esta maldita palavra, não, que nem é dita. Tá nas vibrações. Das nossas guitarras. Juntas. Você aí de um lado da sua cama, eu aqui do outro lado da minha. E as cordas na mesma harmonia, mesmo som.
Agora ele está com alguém que puts. Faz coisas adolescentes, sabe. Pensamentos adolescentes. Necessidade de amor. E ele nem liga. Ele não aparece, não diz que tem saudades. Ele só quer ter alguém pra chegar em casa, de vez em quando, e dormir junto. Só, só isso que ela significa. Ela não tem a mágica que eu tive, pra nós dois. Ela não entende os motivos dele, que eu entendia, porque tinha os mesmos. Ela não gosta dos livros e das músicas e de ficar ouvindo beatles, do jeito que a gente gostava, nós dois. Ele não liga pra dizer boa noite, nem se lembra dela... Só quando ela manda mensagem reclamando que ele não atendeu.
Ele é assim, tá perdendo a vida com ela... E eu, eu nem preciso dizer como perdi minha vida desde então. Vocês já sabem todos os erros, e só erros que eu cometi. Só.
Mas eu nem falo com ele, sabe. Eu não quero quebrar essa ligação silenciosa. Este "eu sei que você está aí, e eu estou com você, de algum jeito. A nossa felicidade tá guardada na caixinha, na água do lago, no vento das árvores, no céu. Nós dois, no céu. De alguma forma você ainda é minha, e eu sou seu."
É, eu sei...
Talvez o encanto seja dito, um dia. Talvez exista nosso encontro nas estrelas, e você me dê a minha. Você sabe que é só pra mim que você quer entregá-la... Não importa quantas outras peçam, e tantas pedirão, porque você é tão... Tudo.

Eu sempre vou amar, mas vão existir outros amores, diferentes. Talvez este encontro nas estrelas não seja pra acontecer neste universo, mas em todos os outros universos possíveis, saiba que eu estarei te esperando. E nesse, vou quebrando meus pedaços e entregando de graça pra quem eu quiser, porque a nossa chance nessa vida já passou, mas pra mim existem outras e outras... E eu acredito no amor, num novo amor, louco, insensato. Mas principalmente, novo. O que me move é a novidade, os sentimentos que eu não imaginava que pudesse sentir. E eu sei o que eu quero. E eu vou buscar.
Eu não quero você de novo, só quero que essa ligação permaneça. E me acolha, me acalme, me ajude. Me limpe as lágrimas. Me impulsione no salto e me pegue no colo, quando da queda. E haverá muitas e muitas quedas. Mas em todas as minhas aventuras, você será o chão, e eu sempre vou saber que é você.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fit in.

Eu acho que a culpa de todos os problemas da humanidade, ou ao menos os meus, é da burrice.

Eu to fazendo terapia, já tem um tempinho. Engraçado que nem aconteceu nada, tipo um trauma muito forte, uma desilusão amorosa, a morte de alguém, tentar suicídio... Nada disso. Eu tava simplesmente na minha, vivendo a minha vida como sempre e de repente ela tava metade errada. Simples assim.
A gente não consegue viver tudo certinho, e também quem é que sabe o que é certo do que é errado? Cada situação é vista de uma forma, depende apenas de quem vê.
Enfim, aí conversando ela me propôs fazer um teste de QI. E eu descobri o motivo pelo qual eu sofro tanto. O meu maior sofrimento não é por culpa da minha família, que exige mais de mim do que eu posso dar; nem do meu pai que desconta todas as suas frustrações em mim; nem dos meus amigos mais afastados que eu não tenho muito saco pra conversar; nem de decepções; nem de amores que se criam e se perdem todos os dias. A culpa é minha. Eu to aqui, mas sou diferente. É isso: eu não me encaixo.
Sempre soube que não me encaixava, sempre, sempre. 
Desde a pré-escola quando eu fui a primeira da sala a conseguir ler "Maçã", quando a professora ainda nem tinha ensinado o som do til. Na primeira série, quando eu preferia ficar sozinha no laboratório, contando os ossinhos das caveiras. Na terceira série, que eu não queria formar grupo com muita gente, nem ter muitos amigos. Na quinta série quando todo mundo ficou com ódio de mim porque eu acertei todas as perguntas da professora no joguinho. No ensino médio, quando ninguém mais falava comigo porque eu também não queria falar com eles. Na faculdade, onde eu só tenho uma amiga. No meu estágio, em que eu nem tive que fazer a entrevista porque o meu patrão tinha sido meu professor por um semestre e se lembrava de mim.
Sempre assim, diferente, sem encaixar, fora do normal.
Fora as questões de escolha própria, como por exemplo não ir nas festas sertanejas, não conversar com piris, não ficar bêbada e dar vexame, não ir pra cama com qualquer um, perder a virgindade aos quinze e nem ligar, depois passar 3 anos namorando alguém que eu nem amava. Depois mais outro namoro sem noção, depois mais outros erros da juventude. Depois mais uma coisa complicada pra querer, uma pessoa complicada pra ter.
Assim, tudo errado, peça fora do quebra-cabeças.
Não é legal ser diferente, não é legal talvez ser "mais". Eu não queria. Eu queria me encaixar.
Lógico que não posso esquecer as coisas boas que isso me trouxe, como todos os estágios que eu já fiz, projetos de pesquisa, bolsas, melhores amigos - que eu tenho certeza que são tão "mais" quanto eu - e principalmente as pessoas que eu conquistei por ser assim, diferente. Tipo o cara que todas elas queriam, e eu nem era a mais bonita, mas era pra mim que ele olhava. Tem a parte boa, sim. Não sei se trocaria tudo isso por ser normal... Mas seria bom, por uma vez, me encaixar.

Ah, só pra falar da burrice... Hoje me estressei DEMAIS com a TIM, tendo que explicar mil e quinhentas vezes a mesma coisa. Me estressei com a minha professora burra que corrige minha prova tudo errado porque ela não sabe o quanto eu sei, aí ela acha que coisas complicadérrimas são simples, por pura falta de conhecimento. E com as pessoas idiotas da faculdade que não conseguem raciocinar, se organizar e ir lá impor o direito que têm. E com a anta no trânsito, de moto, andando no meio da faixa. 
Enfim, burrice me irrita. 
Mas agora eu tenho medo de usar essa palavra, "burrice", e estar me referindo a uma pessoa normal. Eu que sou esquisita, errada, fim.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Novela.

Bom, esse post de hoje é uma coisa interna que quem não tá ligado não vai entender nada... E to colocando aqui pq não terei tempo de ligar de uma em uma pra contar, então elas lêem aqui =P

Aí seguinte né.
Ele fez o combinado, chegou lá TENSO, que tava na cara dele a tensão haha
Saímos, e eu perguntei aquilo que eu ia perguntar. E os lábios dele começaram a tremer, o olhar desviou e eu notei que as palavras não saíam... E quando saíram, não fizeram sentido. Ele não sabia o que dizer, apesar de já saber o que ia acontecer... Deve ter pensado mil coisas, mas nenhuma conseguiu percorrer o caminho traçado...
E enfim, não ficou nada resolvido, mas tudo foi dito pelas reações. Eu me mantive calma, como eu nem achei que conseguiria, apesar das minhas pernas trêmulas. Me senti feliz por ter tido esse efeito nele, sabe? Porque se fosse só pra pegar, ele já teria só pegado e pronto, como com o resto. Mas ele fica desconfortável perto de mim, sendo que ao mesmo tempo parece que é só lá que ele quer estar, como se fosse a sua casa, seu ninho.
Ele me disse que no final tudo vai dar certo,

Bom... Nem todo mundo espera o final.

HAHAH agora vamos aguardar se ele vira homem e decide, ou se ele vai me deixar passar... Deixar passar a coisa que talvez seja a única que tenha o feito sentir VIVO! Sentir o sangue pulsando e um abismo se abrindo embaixo dos pés, e não ter certeza de nada além de seguir o desejo... E SER.

Sim, porque eu não esperava essa reação de um cara que já foi noivo, OU SEJA, já pediu pra casar com uma mulher. Gente, e todo esse drama por mim?

To feliz. =)
Achei lindo e fofo e nada daquilo que eu pensei por um ano inteiro que ele era... mas sim, ele é tudo.

"Ainda que a flor em sua boca não esteja no momento de colher."

domingo, 15 de maio de 2011

Oi?

Daí a Lari veio me perguntar dos babados fortíssimos dos últimos tempos... E eu contei. :X

Lari diz:


*kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

*apaixonou!

- Carol =) diz:

*ai amor eu tava com saudade de sentir aquela coisa

*de o coração disparar e chegar a doer só de pensar na pessoa

*e de ficar imóvel, nem respirar, toda vez q ele aparece de surpresa

*e de não conseguir tirar da cabeça aquele sorriso lindo q só ele tem

*e de querer fazer ele sorrir assim só pra mim pra sempre

**___________*

Lari diz:

*ownnn que fofa gente

**.*

- Carol =) diz:

*vc sabe oq é sentir isso?

Lari diz:

*Nunca estive apaixonada tanto assim por alguém. Só um pouco!

*rsrs

- Carol =) diz:

*hahauhauhua como diz aquele texto do drummond... vc sabe q é a pessoa certa quando vc toca alguém e a energia toma o corpo como uma corrente elétrica!

**____*

sábado, 7 de maio de 2011

Nesse dia, pois, ele conheceu uma das raras formas de estabilidade: a estabilidade do desejo irrealizável. A estabilidade do ideal inatingível. Pela primeira vez, ele, q era um ser voltado à moderação, pela primeira vez sentiu-se atraído pelo imoderado: atração pelo extremo impossível. Numa palavra, pelo impossível. E pela primeira vez teve então amor pela paixão.
E foi como se a miopia passasse e ele visse claramente o mundo. O relance mais profundo e simples que teve da espécie de universo em que vivia e onde viveria. Não um relance de pensamento. Foi apenas como se ele tivesse tirado os óculos, e a miopia mesmo é que o fizesse enxergar. Talvez tenha sido a partir de então que pegou um hábito para o resto da vida: cada vez que a confusão aumentaca e ele enxergava pouco, tirava os óculos sob o pretexto de limpá-los e, sem óculos, fitava o interlocutor com uma fixidez reverberada de cego.

Clarice Lispector - Felicidade Clandestina

domingo, 17 de abril de 2011

Geladinho

A gente tende a pensar que tudo que passou era mais fácil ou melhor do que a nossa vida, hoje.
Por isso chorar olhando fotos, lendo cartinhas antigas, ouvindo músicas velhas. 
Observar no espelho a nossa pele lisa se enrugando dia após dia. Os cabelos perdendo força, o corpo não suportando mais tanto assim.
Parece que antes a gente tinha mais ânimo, mais vontade. Por não saber o que viria depois, o que nos estaria esperando atrás daquela porta, e quantas portas ainda havia para abrir! Agora parece que a gente vê atrás da porta, não precisa da experiência pra enxergar o erro. Será que isso faz parte de ser adulto? Não sei até que ponto a experiência faz bem.
Hoje, sei lá, meio que o sorvete perdeu aquele gosto de infância, de ser difícil de arrumar uns trocados pra comprar. E hoje a gente pega o carro e vai pra qualquer lugar, não tem mais o planejamento. Ir lá encher o pneu da bicicleta. 
E até as crianças de hoje já estão nascendo adultas. A gente que não ligava de comprar roupa em loja de criança, de acordar e prender o cabelo de qualquer jeito pra ir correndo brincar na rua. De se arrebentar no skate, no roller, correndo. De inventar casinha, escola, família. Imaginar o mundo todo como diferente daquele que nos cercava.
E hoje as menininhas de 13 anos estão fazendo família de verdade, e a escola não passa de uma brincadeira que eu posso mesmo parar a hora que eu quiser. Não há mais pressa de ir brincar, mas sim horas em frente ao espelho se arrumando e escolhendo a roupa mais bonita pra sair e encontrar o namorado, não mais os amiguinhos. E também não há mais amigos de infância, porque não dá tempo... E porque não tem infância.

O ambiente em que NÓS, geração da década de noventa, crescemos, já era tido como "adulto demais", muito pior do que o dos nossos pais. E hoje a gente vê as crianças se destruindo, não sendo crianças.
Antes tudo era mesmo mais fácil, mas o mundo evolui. As pessoas hoje aprendem a digitar antes mesmo de conseguir fazer a letra de mão redondinha, com a professora guiando os dedos. E coisas que importavam, como tomar banho de chuva na bica ou desenhar o chão de giz, hoje foram substituídas por videogame e msn. O geladinho de dez centavos, hoje é o milk shake do bob's de dez reais. 

Nostalgia é uma coisa que faz parte de ficar velho.
E as coisas nunca mais terão o mesmo sabor.

domingo, 3 de abril de 2011

Eu não prometi nada.

As nuvens carregadas começam a se juntar num céu preto. O vento é forte, faz barulho, mas não bota medo, pelo menos não mais. Eu deixei o tempo parar, pra poder sentir sem pensar... Talvez até sem sentir.

Eu descia as escadas e vi o boné preto. Eu sabia. Ele me olhou e os seus olhos pareciam mágica. Um show fechado ao público. O brilho e o sorriso e o coração que gritava. E eu sequer fingi espanto. Me sentia ceifando um sonho criado e fantasiado todas as noites, um sonho em que eu era parte, mas não queria atuar. E depois da minha frieza ele teve medo, e quis saber. E eu disse como disse por todas as outras vezes que não.
Não, eu não sei amar. Eu não vou entregar luas e estrelas e versos e carinhos a alguém, por mais que esta pessoa o faça por mim. Porque eu nunca pedi. Nunca dei razão.
E se a paixão é irracional, de que adiantou eu dizer que não tantas vezes?
Me senti segurando um coração estraçalhado, e as mãos que o seguravam eram as mesmas que o haviam matado.
Mas eu não vou cultivar sonhos quebrados. Desta vez, não me interessa a companhia e os sorrisos e o bom papo. Desta vez eu não vou construir algo pra destruir depois. Porque por mais que digam... eu, hoje, não consigo ver futuro. E não quero tentar.

A única coisa que passa diante dos meus olhos são as nuvens, correndo no vento, enegrecendo o céu. E só.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu não tenho tempo de errar...

... todos os erros do mundo!

Nada desse paladar doce
Amanheci num mar de sal
Nada de cantar uma canção de amor
Adormeci, trinquei o cristal
Nada de viver um sonho bom
Você e eu fora do tom
Nada de justificar a nossa dor
Não me esqueci quem me sangrou
Uma ferida que não quer fechar
Uma saída pra não se encontrar
Quando eu lhe dei meu melhor vinho, você cuspiu
Quando eu lhe dei meu melhor sorriso, você fingiu que não viu


Gente, será que é assim quando o amor acaba? PUFF eu não sinto mais nada por você?!
Porque foi bem assim mesmo, desligou um botãozinho. Será que isso se chama cansaço? Será que foi apenas tão natural, sem aquela necessidade que corre nas minhas veias pelo DRAMA, sem querer tentar de novo ou imaginar como seria... Sem nem pensar sobre. Só desligou.


Último trecho que eu tinha anotado de Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert:

Sem falar que eu finalmente havia chegado na idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro pra cama imediatamente. É por isso que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.
(...)
Basta dizer que, naquela noite, ele ainda era em igual medida, meu farol e minha ave de mau agouro. A única coisa mais inconcebível que ir embora era ficar; a única coisa mais impossível do que ficar era ir embora. Eu não queria destruir nada nem ninguém.
(...)
Ultimamente quando me sinto sozinha, penso: então fique sozinha, Liz. Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana. Mas nunca mais use o corpo ou as emoções de outra pessoa como um modo de satisfazer seus próprios anseios não realizados.
(...)
Comecei cedo na vida a correr atrás do prazer sexual e romântico. Mal tive uma adolescência antes de arrumar meu primeiro namorado, e sempre tive um menino ou um homem (ou, algumas vezes, os dois) na minha vida desde os 15 anos. Isso agora faz – deixe me ver – mais ou menos 19 anos. Ou seja, durante duas décadas estive envolvida com algum tipo de drama com algum tipo de cara. Cada qual se sobrepondo ao seguinte, sem sequer uma semana de intervalo entre os dois. E não posso evitar pensar que isso representou uma espécie de entrave no meu caminho rumo à maturidade.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Trechos...

Só pra isso aqui não ficar às traças, queria dizer algumas coisas.
Quando existiu amor uma vez, ela certamente não será a última, uma vez que já acabou. Mas fica um espaço dentro do peito e da cabeça, um vazio nos pensamentos, que só pode ser preenchido por um amor novo. Nada de paixões repentinas e avassaladoras. Nada de momentos intensos com alguém que mal passa de um estranho. Nada de planos pra daqui a dois dias, quando antes se costumava fazer planos pra velhice. Nada disso resolve, preenche, pelo contrário: tudo denuncia que aquela latência pode vir à tona e voltar pro seu lugar todo o tempo. 
Então é assim, eu ainda não encontrei um novo amor, e não é que aquele ainda esteja vivo - aliás, eu na verdade nem sei dizer - mas ele emerge sempre.
Noite dessas sonhei um daqueles sonhos reais. Eu ligava pra ele. Todo esse tempo depois, eu ligava. E ouvir a voz, os sussurros, o "eu te amo, Carolina", como era antes, foi inegavelmente bom. É claro que não teve toda a carga de sentimentos atropelados que existiriam na vida real, e é claro que se fosse real não seria bem assim. Na verdade, seria o exato oposto. Nem sei se me atenderia quando visse meu número.
Mas sonhos existem pra fazer a gente sentir o que não pode sentir acordado.



Enfim, eu havia já preparado uns trechos de Comer, Rezar, Amar pra pôr aqui e uns poemas do Neruda... começa hoje ;P

Ah, só pra constar o lance da Bethânia abrir um blog e talz.
Eu copiei esses trechos no meu caderninho de poemas que eu tenho há 6 anos. A última página escrita era um poema que a Bethânia recita num show. Lindo. Ou seja, inegável a importância que esse blog teria. Mas, por outro lado, o incentivo fiscal pra quem doar dinheiro - sim, porque eles dizem que ela vai arrecadar com quem quiser dar, mas de qualquer jeito tá tirando do nosso bolso: é imposto que deixa de entrar na Fazenda - poderia ser bem melhor utilizado, como eu já comentei no twitter. Tudo bem que dar acesso à cultura é uma coisa linda de se fazer, mas esse acesso seria muito mais eficaz se fosse convertido em bolsas do ProUni do que fazer um vídeo de um minuto todo dia declamando um poema. Atinge mais gente? Sim. Mas em que nível de profundidade?



bom, com vocês, Comer, Rezar, Amar.


Solto o ar pelo nariz com força, como um touro.
- Escute aqui, Sacolão – diz Richard. – Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso: em um lindo lugar de adoração, cercada de graça. Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto. Deixe as coisas se resolverem aqui na Índia.
 - Mas eu amava ele de verdade.
- Grande coisa. Você se apaixonou por uma pessoa, e daí? Não entende o que aconteceu? Esse cara tocou um lugar do seu coração mais profundo do que você pensava que era capaz de alcançar. Em outras palavras, você foi fisgada, menina. Mas esse amor que você sentiu foi só o começo. Isso é só o amor mortal, limitado, café com leite. Espere para ver como você é capaz de amar mais profundamente do que isso. Nossa, Sacolão... Você tem a capacidade de um dia amar o mundo inteiro. É o seu destino. Não ria.
- Não estou rindo.  – Na verdade, eu estava chorando. – E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse a minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração para uma nova luz poder entrar, deixar você tão desesperada e fora do controle que você fosse obrigada a transformar a sua vida, e depois apresentar você à sua mestra espiritual e sair fora. Essa era a função dele, e ele foi ótimo, mas agora acabou. O problema é que você não consegue aceitar isso, que esse relacionamento tinha um prazo de validade bem curto. Você parece um cachorro cheirando lixo, baby... fica lambendo uma lata vazia, tentando tirar mais comida lá de dentro. E, se você não tomar cuidado, essa lata vai ficar presa no seu focinho para sempre e tornar sua vida infeliz. Então largue isso.
- Mas eu amo ele.
- Então ame ele.
- Mas eu sinto saudade dele.
- Então sinta saudade. Mande um pouco de amor e de luz sempre que pensar nele, depois esqueça. Você só está com medo de largar os últimos pedacinhos do David porque aí vai estar sozinha de verdade, e Liz Gilbert morre de medo do que vai acontecer se ficar realmente sozinha. Mas o que você precisa entender é o seguinte, Sacolão. Se você liberar todo esse espaço na sua mente que está usando agora na sua obsessão por esse cara, vai descobrir um vazio ali, um espaço aberto... uma entrada. E adivinhe o que o universo vai fazer com essa entrada? Ele vai entrar... Deus vai entrar... e vai encher você com mais amor do que você jamais sonhou. Então pare de usar o David para fechar essa porta. Esqueça isso.
- Mas eu queria que eu e o David...
Ele me interrompe.
- Está vendo, é esse o seu problema. Você quer coisas demais, baby. Parece uma galinha tentando quebrar o próprio ossinho da sorte. (...) Eu sei que tenho razão, baby. Escute, você é uma mulher poderosa e está acostumada a conseguir o que quer da vida, e não conseguiu o que queria da vida nos seus últimos relacionamentos, e isso te deixou toda travada. O seu marido não se comportou como você queria que ele se comportasse, e o David também não. Dessa vez, a vida não fez o que você queria. E nada deixa uma controladora mais puta da vida do que a vida não fazer o que ela quer.

sábado, 12 de março de 2011

Am I Living It Right?

Então, aí como aconteceu e é "kinda" importante, então vamos comentar aqui.
Eu terminei com um cara quase-perfeito porque ele queria namorar comigo.

=O todos pensam.
Meu, olha... A vida passa rápido demais, faz 6 ou 7 anos que eu estou tentando me contentar com caras quase-perfeitos e, como vocês podem perceber pelo meu drama diário, não tá dando certo. 
Todo mundo =O de novo, dizendo que eu não posso ser tão exigente, que eu vou acabar sozinha. Se eu tenho medo? Claro, todo mundo tem seus medos. Eu tenho medo de ter feito a coisa errada, de talvez ter perdido de viver momentos lindos ao lado dele, mas uma certeza que eu tenho é que um dia isso tudo ia acabar, porque ele simplesmente é MENOS que eu. E um dia, quando isso se tornasse insustentável, ia doer muito mais. Teriam lágrimas e tempestades e um luto gigante. 
Eu digo assim, "menos", porque eu estou cansada de gente medíocre. Medíocre, pra quem não sabe, não é ruim, é só "a média". E, assim, eu não gosto de ser como todo mundo. Tanto que tem inúmeros aspectos da minha personalidade que fogem à maioria... "toda unanimidade é burra"... Eu tenho poucos amigos, eu não to nem aí pra ser simpática na fila do pão, eu não me importo se entrou um cara novo, loiro e alto na minha sala, eu não vou lá falar com ele. Eu não dou a mínima pra festa, eu recuso camarote em boate, eu odeio sertanejo. Eu sou sim meio diferente da maioria. E meu namorado não pode ser o contrário.
Só pra delinear o que eu quero: um cara alto pra eu poder usar salto e não me sentir beijando uma mulher; um cara sem pança pq quebra mto o tesão quando alguém tira a roupa e o peitinho cai por cima da barriga (RISOS); um cara inteligente mas não chato, que tenha lido livros cult mas não me obrigue a discutir sobre eles; que goste de filmes bons - e isso exclui comédia romântica em que estrelam adam sandler e jennifer aniston -; que tenha GRANDES pretensões na vida, ainda que não saiba exatamente como concretizá-las ,porque a emoção da vida são os riscos; que seja desmamado e principalmente, que seja feliz e bem-resolvido do jeito que é.

É demais?

"I love the sound of you walking away... Mascara bleeds a blackened tear... And I am cold, yes I'm cold... But not as cold as you are..."

E medo de ficar sozinha? Isso eu não tenho. No final, estamos todos sozinhos... Naqueles dias em que os nossos olhos gritam por socorro e todo o resto do mundo está envolvido demais em seus próprios problemas pra escutarem os sons... Naquelas noites em que os trovões são tão altos que você acorda o tempo todo, olha pro teto e pensa: será que eu estou vivendo a vida direito?
A gente sempre, sempre, tem momentos sozinhos... Aqueles em que ninguém entende, ninguém escuta, ninguém tem as respostas.

Diz absolutamente tudo:



"Tudo acontece por algum motivo... Mas isso não é razão pra eu não perguntar pra mim mesmo: eu estou vivendo direito?"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Jantar

Eu acabei de descobrir por que que eu tenho gastrite: é de engolir a comida rápido demais pra poder sair logo da mesa e não ter que ficar escutando bosta do meu pai. Depois a Bruna Surfistinha é o cara pq nao suportou isso e virou puta. Pois é, eu suporto isso. Já comi muita comida salgada de lágrima.