Quarta-feira foi um dia que começou cedo e acabou muito tarde. Durou realmente cerca de 24 horas. As 24 foram vividas, de olhos abertos.
Acordamos muito cedo, todas as meninas da banda. Trança embutida, maquiagem, roupa, e todo mundo o mais igual possível. Ficava até engraçado ver alguém de costas, achar que era uma e ser outra.
Cada uma tinha seus próprios medos e havia vencido suas próprias dificuldades. Umas haviam se dedicado mais, outras menos. Umas conheciam melhor seus instrumentos, já outras (eu) iriam tocá-lo pela primeira vez. Umas pulavam pra lá e pra cá e outras ficavam quietinhas. Umas com medo de chorar e borrar a maquiagem. Umas enfrentando dramas pessoais com o namorado e todas as outras querendo meter o bedelho. Primeiro namoro, sabe como é, a pessoa é idiota e tem medo de ir embora. Mas não era hora disso.
Fomos para a concentração e o nervosismo aumentava a cada nota errada no ensaio final. Mais uma e "meu deus eu tenho que lembrar que nessa parte tem o ritornello e ela volta do ré" e "ai o sol aqui é de terceira e eu to fazendo de segunda que nem os outros" e "gente a percussão ta perdida o que nós vamos fazer aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah".
Eu e a Miwa brincamos de pararaparati. A fanfarra do Branca tava bem do nosso lado, atrás vinham os DeMolays vestidos de harry potter, haha.
E quando disseram: "podem ir pra avenida", era hora do coração desacelerar e, como um dos meninos bem disse, deixar transformar todo o suor dos ensaios no sol quente em lágrimas de alegria pra quem estivesse nos ouvindo. E aí começamos a marchar. Eu lembrei do ritornello, a Miwa finalmente conseguiu lembrar que voltava no ré. O sol saiu sim mais agudo e a percussão se encontrou. E a gente passava e todo mundo aplaudia. A repórter fez a reportagem enquanto nossa banda passava (http://glo.bo/q0nZ1U bem no comecinho)... Enfim, foi muito legal.
Fui almoçar, cheguei e ia dormir mas não deu, né. Celular apitando o dia inteiro e vamos pro shopping. Trio Whooper do Burger King e a sorte que minha gastrite só foi atacar no outro dia.
A TIM nos deixou incomunicáveis, só pra variar, e a gente resolveu ir pra nipo de ônibus mesmo, que todo mundo estaria lá e sempre ia ter alguém pra trazer de volta - aventura ou idiotice mesmo?
Chegamos lá do outro lado do planeta, encontramos sim, todo mundo. E ele *_*
Comigo é sempre assim, aquela coisa: nossa, ele é tão lindo, imagina q algum dia vai olhar pra minha cara ¬¬. E quem sentou bem do meu lado? *_* nhoin.
Aí apresentação da orquestra do cesumar, tayko etc.
Filas imensas pra comer, mas a gente foi mais esperta =D
E a nossa carona não chegava nunca. Conseguimos falar, elas apareceram 11:30. Aí não podia mais entrar, porque não vai ter matsuri, vai não vai vai não vai, vamos embora.
Ahhh mas vamos pra balada.
Meu, eu tenho que acordar cedo.
Nem dá nada.
No meio do caminho ligaram que o matsuri tinha começado, mas agora também não quero mais.
No meio do caminho ligaram que o matsuri tinha começado, mas agora também não quero mais.
Bora pra um lugar estranho com gente esquisita... Pinos e Bolas do Shopping Center Brasil. TIPO. Nunca tinha visto, o negócio é uma boatchyê. Rashei horrores com as pistas de boliche num lugar onde tinha sinuca e luzes coloridas piscando. E lotado de gente, em plena meia noite de quarta-feira.
Nos divertimos MUITO, muito mesmo.
Aí é assim, né. Acabou o feriado e eu senti como se tivesse passado um mês naquele dia. Tão bom quando é produtivo assim. Quando a gente se esforça e tem resultados e depois descontrai e ri muito com gente boa e feliz. E fala idiotice a noite inteira e inventa musiquinhas e canta em japonês e descobre sonhos de infância e tem uma cumplicidade tão linda que ninguém nunca viu mas sempre esteve ali. Cada uma conhecendo os medos, inseguranças e alegrias da outra, sem saber, sem perceber que está se mostrando, porque é tão natural que parece invisível, que vê por dentro.
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