quarta-feira, 4 de abril de 2012

É, sou eu.

Olha, aviso aos navegantes: se vc tem imaginação fértil e/ou é meio homofóbico(a) e não gosta nem de pensar nessas coisas, sugiro que nem leia daqui pra frente.
Essa é mais uma das minhas cartas para alguém que não vai ler. Eu tenho dessas. É que às vezes eu tenho vergonha de responder com tudo isso a um "eu te amo" sussurrado ao pé d'ouvido, abafado, contido, no meio de dois beijos. Aí eu escrevo aqui e pronto. Posso ser adolescente na web.
Então vamos lá.

.. Tudo o que vivi, foi profundamente.
Mas algumas dessas coisas parecem, pelo menos no momento, valerem muito mais a pena. O que a gente leva da vida são as emoções que sentimos, não é isso? Nós não temos saudades de coisas ou pessoas, mas sim do que sentíamos quando estavamos perto dessa coisa/pessoa. E enquanto meu coração bater mais rápido, forte, retumbante no meu peito, vou continuar sendo uma adolescente e dando trela pra esse sentimento. Sim, porque o destino sabe muito mais do que eu.
É uma cumplicidade, sabe.
É ficar instantes em silêncio e nele pensar uma eternidade.
É não conseguir explicar o porquê de tudo isso... É derrubar tudo que eu tinha planejado para mim, mudar meus conceitos, minha forma de ver o mundo... Aqueles clichês de que eu preciso estudar e não posso ter ninguém, ou que precisa-se viver por muitos anos com alguém pra dizer que o ama.
"Todo sentimento precisa de um passado pra existir, o amor não. Ele cria como por encanto um passado que nos cerca... Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que há pouco era quase um estranho. O amor supre a falta de lembranças por uma espécie de... mágica."

Eu, com toda a minha falta de memória, me lembro de todos os detalhes da primeira vez que te vi. Todos os seus gestos, a forma como você passa a língua no lábio antes de falar. O jeito de balançar o rosto de um lado pro outro quando fica sem graça e de piscar de um olho só quando fica boba. A forma de falar o "o" que é tão fofa. O toque. A mão que quando encosta no meu corpo me arrepia. A mão quente. O beijo quente. E não conceber a existência de um dia na minha vida sem te ver.
Chegar e conversar até dormir e a forma como quando eu falo com você, parece que está tudo bem. Me vem um sono leve e tão gostoso... E quando eu paro de ser a tagarela entre as duas e você vai me contando segredos e desvendando os mistérios por trás dos seus traços. E como a gente não sabe até hoje quem escolheu quem.
E quando eu chego em casa e passo a mão no rosto e nela ainda tá o seu cheiro. E mesmo em qualquer lugar que eu esteja, meu corpo deseja tanto a sua presença que o vento passa a ter o seu perfume.
Até quando você já sabe o que eu vou dizer e se explica antes da bronca. E quando você é MAU e depois vem com todas as frescurites de mulherzinha e já não adianta mais, porque é MAU e pronto. kkkkkkkkkkk
E quando eu vejo uma mensagem nova e começo a sorrir sozinha, não importa quem tá olhando.
Porque no final das contas, não importa mesmo quem tá olhando. E quem nos julga ao nos ver dançando, simplesmente porque não consegue ouvir a música.
As coisas sem explicação são, no final do dia, as mais racionais. E as que a gente não faria, se agisse com a razão. Tudo em nós é esse paradoxo sem fim. Esse "sei lá" no final de cada frase. Esse silêncio no olhar. O seu sorriso lindo, lindo. Que você só mostra pra mim.
E esse "eu te amo" sussurrado um dia vai ser jogado na cara de todo mundo que achou que era brincadeira... Ou não. Eu já aprendi a planejar o futuro sem me preocupar se vai ter tudo isso de verdade, mas essa é a primeira vez que eu espero que aconteça.
Em meio a todas as contradições, o encaixe perfeito. Em meio a todos os nãos, o sim na hora certa. Em meio aos caminhos de pedra, o desvio para o paraíso.



Contraditório... sua pele quente me faz tremer.

Um comentário:

Thuan Carvalho disse...

O amor preenche os espaços em branco, todos eles: o do papel, o do relógio e o do coração.

Que ele transborde!