Aê galera, preparados pra um texto sem sentido? Bora lá então, q eu só vou escrever e depois nem vou ler q é pra não apagar tudo! =D
Eu não sei de quem eu quero esconder isso, sabe? De ficar romantizando tudo só pra dizer pra sociedade que aquilo ali existe e que é maravilhoso. Meu tio ontem perguntou "Cadê o namorado, Nina? Já meteu o pé naquele também?" Ih tio. Namorado hoje em dia? É nada, só ficante. "Ah, te vi na rua com um outro dia", pois é, ainda tô com ele. "Cadê?" Encontro da igreja. "huum santinho?" Pois é, o cara certo.
Aí tá, existiu um "eu te amo" não respondido nem correspondido. Tipo, tem aquilo de ficar olhando pra ele e querendo que o momento parasse ali, e aquela coisa só nossa do beijinho no nariz. Sim, é fofo e é legal e é bonitinho e é bom. E me faz um bem danado essas mensagens que eu recebo, a coisa mais simples do mundo - porque ninguém vai chegar a ser poeta como o meu 'ex', já me acostumei com a idéia - mas é sincero, isso eu sinto. Mas hoje eu passei o dia lendo e escrevendo e estudando e assisti a um filme muito bom e triste - Herafter - que chorei horrores sozinha no sofá.
Durante essa semana, que esfriou, eu estive pensando em lá por julho do ano passado. O inverno. É porque eu sou muito ligada a essa coisa de natureza e o clima e o cheiro que o momento tem. Aí chuvoso, nublado e frio me lembrou as férias de julho, que foi a 'nossa' primeira grande separação, ano passado. E me veio toda aquela carga de sentimentos horríveis que eu fico muito grata a seiláquem por ter superado e poder sorrir hoje, porque naquele tempo a depressão era tão intensa que eu não me admitia um riso. E enfim, essa coisa ruim ficou voltando essa semana inteira, e eu reafirmando que foi melhor assim, lógico, eu jamais conseguiria passar por tudo aquilo de novo. Sim, eu sei que foi melhor assim. Sim, a minha amiga fez o combinado, e me lembrou "Carol, você odeia ele." Sim. Mas hoje a noite, depois de livros e filmes, eu vim pra cama sozinha. E é impossível explicar porque em momentos específicos como esse, que não acontecem todo dia, talvez nem uma vez por mês, é uma coisa bem rara, mas eu sinto como de volta ao passado, e a urgência ressurge. Uma vontade que nem existe mais lá brota como mina quando alguém cava um poço. E o poço é a solidão.
Meu amigo tá triste porque não pude ir ao aniversário dele, minha amiga tá mal por causa de umas coisas com a mãe, um outro amigo me enche o saco pra me ligar mas eu não quero, porque ele fala porta bonitinho, é mineiro e sei lá, é demais pra mim estar no telefone com alguém com esse 'porta' me desejando tanto tempo como faz que ele me deseja. Minha prima não veio aqui hoje, desliguei o celular. Ninguém vai conseguir me achar. Ele não respondeu minha mensagem ontem e não é que eu me importe, mas a solidão vem mais forte quando é assim. E aquela vontade idiota de voltar ao tempo em que eu sabia que mesmo longe, com certeza, alguém estava lá. "Mas ele me sabia aqui, e eu o sabia lá, amanhã, pra sempre...
Eu não sei, eu fico dramatizando tudo por falta de emoção na minha vida, deve ser isso. Eu deveria era ter desligado o computador quando dei tchau, depois de passar dez minutos no msn porque isso se tornou insuportável pra mim. Mas o livro continua ali, o caderno de anotações aberto, o relógio que eu preciso dar corda parece me encarar a cada segundo que passa e eu perco. Eu perco o trem, a respiração, a mão. Eu nem sei mais o que as palavras dizem, mas eu sinto que alguma coisa tem que sair de dentro de mim, senão não vou sobreviver a esta noite. Mas mais do que a vontade de ligar é o medo da rejeição que eu sei que viria. Se não dele, de mim.
Eu sei que eu misturei tudo no texto, mas é isso que meu peito tem pra dizer hoje.
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