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sábado, 28 de maio de 2011

6 anos

Seis anos atrás foi a primeira vez que eu fiquei sem saber o que fazer. Com vontade de sair correndo e de ficar ali pra sempre. Eu me lembro do cheiro, do toque, do gosto do meu primeiro beijo. "I don't wanna miss a thing". Da primeira vez que alguém realmente enfrentou alguma coisa por mim, mesmo que fosse só o medo de me ligar em casa e não ser eu quem atenderia. A primeira vez que músicas de amor realmente fizeram sentido, porque existiu alguma coisa de fato. Antes foi só imaginação, ainda que os dois quisessem, eu nunca tinha tido coragem, nem vontade. Eu esperava meu príncipe encantado. E eu sabia que era ele.
Até hoje ainda penso, em todas as paixões que vivo, se alguma algum dia superará esta. Eu não sei, talvez o sentimento só exista uma vez, e eu dei sorte de ter sido a primeira... Ou então não tem mais a emoção da novidade... E eu me pergunto, olhando pro teto, pro céu, pro chão... Será que foi o meu único amor? E aí eu penso em tudo que eu senti e afirmo: sim, foi.
Aquela história de sempre, a menina briga com o menino na oitava série. Todo dia. Se odeiam. Mas na verdade....
E foi a história mais linda, o amor brega romântico falando que ama em italiano, francês e o que mais tivesse. Em letra de música, em sms, em ligação todo dia antes de dormir. Pode parecer idiota, mas eu me lembro de cada cacho do cabelo dele. Do olhar e das cores que ele refletia. Do clima frio, da nossa música que tocava toda vez que saíamos do shopping. Do amor ter continuado, mesmo depois de tantos outros pra mim, outras pra ele. Do beijo em frente ao lago
- deixa eu ver a mecha vermelha que você fez?
- aqui ó
- chega mais perto
e estava chovendo, e nessa hora parou. O bosque ficou sendo nosso. Nada mais sequer existia, menos ainda tinha importância.

Eu tenho até hoje uma carta dobrada em coração com a música I Miss You do Blink. Do dia em que nos encontramos depois de duas semanas, nos abraçamos e não conseguimos não chorar.
Eu te amo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tempo

Tempo é vontade. Que passe, que chegue, que fique. Tempo são planos e coisas que já foram, e deram errado. Tempo é saudade. Até do que ainda nem chegou. Tempo é ansiedade, são objetivos, é querer conseguir. Tempo é economizado, e gasto à toa. Tempo a gente nem vê passar, depende a companhia. Tempo é vento, a chuva que decidiu os planos do dia. Tempo é pensar antes, desfazer na hora. É um querer constante, uma busca, talvez uma preocupação. O que me preocupa é que o tempo parece só ter passado e futuro. O tempo parece ser lembranças ou planejamentos. Nada disso. Tempo é agora. O agora que escapa por entre os dedos, ao piscar os olhos, no desviar do olhar. Tempo é a decisão, é o momento. Não sobrou tempo, não deu tempo, o tempo passou e eu não consegui. Tempo passado é o que dá medo de ter sido construído errado. Tempo futuro é a incerteza. O presente fica esquecido. O presente é o que temos agora, mas será que o momento para decidir o que fazer com ele já ficou no passado? Quantas pessoas ficam esperando o futuro chegar para pôr em prática... O tempo é uma criança segurando a mão da mãe, com medo de atravessar a rua. Medo de tomar a decisão. Tempo tem medo do temporal, fica embaixo da mesa. Tempo se esconde, porque se o virem passar, ele ficará preso. Se descobrirem como fazê-lo voltar... Ah, ele estará perdido. Nos dois sentidos. Querer o tempo é perder tempo. É ficar no vazio de um momento que dura quase nada, mas é eterno. Não quero tempo: quero vida. Independente de quanto tempo a vida tome.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Elo

Senti sangrar o peito, como o último caco de vidro que sai do machucado. Aquele que fica embaixo da pele e dói tanto, que a gente deixa lá, por medo. Mas o medo corrói e corrompe. Ele fica maior do que é e começa a atingir tudo ao redor. O medo muda até a forma de ver as coisas, muda a nossa percepção. É como se todo mundo quisesse te machucar. Cada pequeno problema em casa, no trabalho, na faculdade, no trânsito, na rua, vai ficando imenso, porque vai juntando. E mudamos a forma de agir também. O receio domina, e não adiantam mais as palavras, a gente passa a sentir necessidade de demonstrações... Mas não é o tempo todo. Não é sempre que dá pra cruzar a ponte.
Eu rompi o elo de algo que me puxava pra trás. Mas, pra enxergar isso, veio primeiro uma explosão. Foi tudo de uma vez, tomou o quintal e eu quis trancar a porta, para que as ondas parassem de chegar. Mas elas vinham, me atingiam da mesma forma. Eu vi que apenas trancar a porta não me protegeria. O que me protege, sou eu mesma. É tentar me saber melhor...
Enquanto isso, algumas provas foram dadas. Lindas provas. Mas eu precisei de um tempo pra botar tudo no lugar. Tentei, aos trancos e barrancos, conservar a parte boa, a única que valia. Já no que diz respeito à parte ruim, fui tomando fôlego. Eu sabia que seria difícil enfrentar.
Mas fui com um discurso pronto, que, na hora, foi todo mudado. Já não servem as frases prontas e certezas postas na mesa, quando há tantas feridas em jogo. Coloquei as cartas, mas virei a mesa. Joguei no chão. Pra quê explicações? Só devo fidelidade à minha consciência. Eu disse o que tinha pra dizer, e já não implicam em nada as alegações de que mentiram pra mim, “não é nada disso”, “eu nunca fiz nada errado”.
Erros todo mundo comete. O meu erro foi ter acreditado. Talvez nem seja um erro, deve servir de aprendizado. Vai servir pra alguma coisa.
Os papéis todos pelo chão, jornais e diários picotados porque não contam mais a vida que é, e sim aquela em que eu acreditava. Recortei o que de bom sobrou ali.
Mas cadê a leveza por ter cumprido o que eu vim pra fazer? Eu descobri que ela não vem de graça, nem rápido, nem fácil. É difícil, tem que procurar. Mas agora sinto que já há mais espaço livre aqui dentro, sem o último caquinho de vidro. Mesmo que eu ainda não consiga olhar para o lado, que eu deixe passar oportunidades, romances, amores... Mesmo que eu me sinta completa, mas faltando um pedaço, que eu não sei explicar se está em mim ou em outro alguém... Mesmo que eu só toque a brisa leve com as mãos, é o início do verão, de qualquer forma!


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Farpas

Sentada no sofá, o fichário de um lado, o copo de coca do outro, nas mãos o Vade Mecum. Estudava Direito Empresarial, quando cheguei a uma página do código que estava cortadinha, em cima, no meio. Um centímetro. Foi o suficiente. Comecei a me lembrar...


Era início do ano, ele estava de férias ainda, mas eu não. Eu estava deitada num colchão na sala, junto com ele, com dor no corpo, vendo TV. E era assim. Costumávamos passar a tarde ali, absortos na nossa própria insignificância. Como todas as tardes, abraçados, conversando sobre nada. Não posso dizer que era ruim. Não posso negar que o amei, principalmente nesses momentos de pura doação.

Já era quase hora de ele ir embora, era cedo, mas ele tinha que ir... Era tudo tão difícil naquele tempo. Tocou o interfone, chegou o código. Ele me pediu pra ter calma, mas fui logo pegando a faca e abrindo a caixa... Mas a faca acabou pegando no código e aí está a explicação: cortou um centímetro de uma página lá no meio. Oito meses depois, eis aí a página cortada fazendo com que se passe um filme na minha cabeça... Um filme com detalhes, cheiros e cores. Algo que está no passado e não precisa emergir de lá... Posso reviver esses momentos sozinha, deitada naquele mesmo sofá onde tantos momentos passei com ele, e fica melhor assim. Meus olhos miravam o longe, longe demais. Chacoalhei a cabeça, fechei os olhos, mudei o pensamento. Voltei a me concentrar nos artigos... Decidi que era duro demais, então peguei uma barra de chocolate, dizem que alegra. Não me alegrei. Comi compulsivamente enquanto tentava aprender alguma coisa, mas minha mente não sossegava, não me deixava em paz, não me permitia tirar esses pensamentos daqui... A serotonina não surtiu efeito, a paz não voltou, e aqui estou eu escrevendo algo que jamais pensei que seria capaz de escrever. Eu nunca havia me permitido sentir saudades. Eu nunca vou admitir que essas lembranças, que não me doem, não me trazem arrependimentos, não me fazem chorar, são como farpas que eu tirei todas de uma vez do peito, e, de vez em quando, a ferida sangra.

Não me escorre lágrima nenhuma, como deveria acontecer. São só “imagens da minha história”. História é passado, o que já foi, o que não volta. Não quero que volte, só quero ter a calma e a sabedoria para simplesmente me lembrar, e não sofrer com isso. Ainda vai chegar o dia em que conseguirei passar por aqueles caminhos sem que meu coração fique pequeno, sem que meus olhos vejam o que já não está lá, sem que minhas mãos queiram segurar mãos que já não me pertencem, sem que a brisa me faça lembrar que o tempo passa rápido demais, que há sentimentos efêmeros, que pessoas vão e vêm e poucas são as que ficam. Preciso apenas saber que, se aconteceu, valeu a pena.


domingo, 12 de julho de 2009

Inocência.. hahaha

Hoje eu acordei ao meio dia e meia. Almocei, fiquei um pouco na internet assistindo Friends e uns vídeos e resolvi dormir de novo. Pq dormir é o melhor que eu faço \o/
Mas não consegui, porque me deitei na cama e comecei a pensar na música "Construção" do Chico... porque, como eu sabia que meu namoro ia acabar, eu entrei na casa dele como se fosse a última vez, deitei naquela cama, senti aquele cheiro... como se fosse a última, como se fosse o único, como se fosse máquina, como se fosse uma princesa, como se fosse um pássaro, como se fosse um bêbado. Peraí, como se fosse um bêbado? Então, eu sai do meu devaneio pq fui despertada pelo cheiro de bolinho de chuva - supunha ser bolinho de chuva - e fui feliz e contente até a cozinha, peguei uns 5 e levei pra comer no sofá. Era cueca virada. Aí eu realmente fiquei bêbada.. haha minha mãe exagerou na pinga.. Agora tô com hálito de álcool, e eu nem sou diabética (segundo fontes confiabilíssimas hahahaha quem é diabético tem essa característica) e com uma dor de estômago terrível. Por mais que vcs, meus QUERIDOS amigos - e isso inclui o sr. Murilo que ontem ficou num papo de bêbado comigo hahaha - me achem uma bebum, eu não sou ¬¬
Só tomo umas batidinhas. hahaha


Então, era isso! :)


E em homenagem ao fim do papo bebum de ontem: oq vcs acham do Sarney na presidência do Senado?
Sim pq com o LULINHA viajando sempre, e o José de Alencar nessa de entra e sai do hospital, o país tá à beira do CAOS :P



Pq no Brasil ninguém bate panela nas ruas?