De verdade, dá dó deixar passar, mas a evolução da vida tá no ato de deixar pra trás o que te puxa pra trás e seguir em frente só com as coisas leves da vida - e as outras que não deu jeito de largar.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Amigo
De verdade, dá dó deixar passar, mas a evolução da vida tá no ato de deixar pra trás o que te puxa pra trás e seguir em frente só com as coisas leves da vida - e as outras que não deu jeito de largar.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Your song
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Pessoa.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Meu corpo viraria sol, minha mente viraria...
Uma coisa que sempre passa pela minha cabeça é: e se eu tivesse feito tudo diferente? Se eu fosse madura naquele momento de imaturidade. Se eu houvesse pensado melhor. Se eu já tivesse aprendido a sentir, se o sentimento já fosse fácil de entender e controlar. Se aquelas palavras nunca houvessem saído da minha boca, se aquelas atitudes infantis não tivessem maculado o respeito. Se as desculpas fossem aceitas. Se o mundo, por um dia, girasse pra trás.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Dia dois de setembro,
entre o bom e o mau apenas um pensamento,
entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos
- e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi,
tudo recobre, tudo apaga,
tudo torna tão simples e tão diferente."
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O que há
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
But you blow it on a bottle of wine
Life is simple, but you never fail to complicate it every single time ...
Mika.
Acho foda.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Elo
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Post nº 100
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Teste
Resultado: 40 pontos
Os outros te vêem como alguém sensível, cauteloso, prático e cuidadoso. Te vêem como inteligente, talentoso, mas modesto. Não uma pessoa que faz amigos muito rápido e fácil, mas alguém extremamente leal aos amigos que você faz e que espera a mesma lealdade deles. Aqueles que realmente te conhecem percebem que é difícil abalar sua confiança em amigos, mas também leva um bom tempo para recuperá-la se esta confiança se acaba.
Teste de Personalidade
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
... é quando não precisa perguntar.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O que é que fica pra sempre?
sábado, 3 de outubro de 2009
I need to know... myself.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Divagações.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Ando tão à flor da pele...
O @Prof_Pasquale respondeu uma dúvida minha :)
Enfim, deixa eu voltar para o clima do post.
Ando tão à flor da pele.
Tanto na música do Chico, como na música do Baleiro. E isso não foi só pra ficar engraçadinho, pra dizer que eu tive uma sacada. É verdade mesmo.
Eu tenho me afastado, e poucas pessoas têm percebido. Talvez seja porque eu não me tenha afastado só delas, me afastei de mim também.
Acho que, no momento, minha vida se resume a uma coisa: Não tô com saco.
É.
O que será que será, que dá dentro da gente e não devia, que desacata a gente, que é revelia, que é feito uma aguardente que não sacia.
Eu já cansei de escrever aqui a respeito da minha impotência frente aos sentimentos que me assaltam por aí.
Ontem eu estava indo pra facul e no caminho tem uma árvore que, no inverno, floresce. Faço esse caminho bem quando o sol está nascendo, aí tive o privilégio de olhar pra essa árvore por um ângulo incrível. O sol passando por entre os galhos, as flores mais roxas que o normal dos dias nublados que vinham se sucedendo. O céu azul, de um azul tão bonito que de tanto olhar pra ele, perdi a noção do caminho. Na volta, um Ipê branco com um véu ao vento. É, as flores caíam o tempo todo, deixando a calçada inteirinha branca. Quem passasse ali embaixo tomaria uma chuva de perfumes... Eu não passei, não me animei a trocar de calçada.
Mas... Por quê será que não me animei, se eu sempre amo ver essas cenas que só há na natureza? Se quatro horas antes eu havia parado pra ver uma árvore de flores roxas, por que não pararia agora pra ver uma de flores brancas?
Enfim, acho que a manhã tem um efeito revigorante, que com o passar das horas vai se esvaindo...
Pensar que ainda há um dia inteiro pela frente, que pode ser o melhor da minha vida, e ver isso se transformando em mais um dia comum, normal, sem nada. Acho que é isso que diminui até a magia das imagens fascinantes que há pelas ruas...
Essa saudade de nada, esse orgulho por nada, esse fascínio por nada, essa procura por nada, essa falta...
Ando tão à flor da pele, que meu desejo se confunde com a vontade de não ser.
Meu desejo de traçar aquele caminho a cada dia, a cada passo... Aquele desejo de acordar um dia e pensar: "fiz tudo que quis", e não apenas "fiz como pude". Mas uma criança de 18 anos não pode perder a fé, assim, no mundo e nas pessoas.
Mas... Com o que tenho visto, fica difícil manter essa fé. Tenho visto coisas horríveis, mas só quem tem muita sensibilidade capta. Eu captei.
O problema é que toda essa sensibilidade só me faz mal, não serve pra nada. Não sou artista, não sei o que é "tirar sustento da imaginação", não faço poemas, não escrevo bonito, não enxergo a beleza do "sem nexo".
Eu procuro sempre, sempre, a explicação lógica pra tudo e nem sempre acho. Nem tudo tem explicação.
Tenho que me acostumar ao infinito, à falta de razão, às pessoas e ao jeito delas. Mas não me obrigue a tentar de novo, não agora. Agora, não quero mais.
Não quero ouvir os problemas dos outros, não quero passar horas aqui.
Seria egoísmo dizer que o sorriso de muita gente já não me importa, e também seria mentira. Claro que me importa, eu só não faço questão agora. Enquanto eu não tiver o meu sorriso pra complementar o seu, eu não estarei por aqui...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Foda-se

É, hoje eu vou escrever um texto do tipo "foda-se". E foda-se se vc não gostar, haha.
Enfim, tô cansada desse negócio de ter q ficar escrevendo as coisinhas bonitinhas... quem não gostar, que dê um unfollow ali...
Um belo dia, aos 14 anos, eu descobri como ligar o foda-se.
Foi assim: ele não me ligou. Aí um chorava num canto, o outro chorava no outro. Primeira desilusão amorosa.... haha foi tão engraçado. A gente (eu e as meninas do primeiro ano do ensino médio) passava o caminho inteiro do colégio até o terminal cantando: é a vida, e é bonita, é bonita e é bonita. kkkkkkkk
Sim, pq pra tudo eu dizia: é, é a vida.
Pq eu tava meio deprimida sim. Mas eu acho que essa foi a única vez... Depois, ele não ligar, não dava nada. Depois, minha mãe não me entender, também não dava nada. Depois, a falsidade das "amigas", não dava nada. Depois, bem depois, o amor perdido, também não dava nada.
Ah, para os idosos de plantão, "não dar nada" significa não ter problema, não estar nem aí, estar pouco se fodendo (pra combinar com o clima do post).
Então, mas aí eu descobri que com o foda-se ligado, eu passei a me importar menos. Como já disse em algum lugar, algum texto, poema, seiláoquê (talvez nem tenha escrito no blog), enfim, como já disse: o torpor frente a certos acontecimentos cotidianos foi diminuindo, até se tornar quase imperceptível. Eu não sei se eu não sinto, se não quero sentir, se penso que não estou sentindo ou se me engano. Acho que me engano. Sim, porque... Sabe aqueles pensamentos de quando você bota a cabeça no travesseiro, ou quando você abre os olhos de manhã? Pois é, aqueles pensamentos são incontroláveis. E eles me vêm. E derrubam por terra a teoria do foda-se. Sim... Por que será q às vezes, do nada, no meio de um lapso de consciência, eu digo: "amor"?
Enfim... acho que a teoria do f0da-se não é muito válida, às vezes.
Um exemplo é o caso da minha mudança repentina de humor. Esse repente, não é tão de repente assim. Tem um motivo, sempre.
A internet é o principal.
No orkut vc tem acesso a muitas informações, vc pode acompanhar a vida inteira de uma pessoa, todos os seus contatos e como ela se comunica com eles... Aí, um belo dia, você entra no scrapbook de alguém e... BUM! Uma frase que te derruba... pelo dia inteiro. ¬¬ Às vezes nem tem nada a ver com você... mas você já tá derrubado e acabou. E cadê o foda-se nessas horas?
Sentimento de quê? Impotência. Essa é a palavra. Eu simplesmente não consigo mandar tudo isso à merda. Eu tenho meus valores, tenho meus sentimentos... E tenho sentimentos pelas pessoas... E se elas só sabem sentar em cima, o que eu devo fazer? Esperar até que haja tantas "sentadas" dessas, que amacete tanto essa parte do coração, até que ele pare de se importar.
É, nem sempre o foda-se é tão instantâneo assim.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Tic-tac.
A cabeça não parava de girar
Me lembrava do caminho que segui
E de como não pensava em voltar
E de como eu voltei a sorrir
E em como eu queria chorar
E depois de me dar e fugir
Tentei me prender n'algum lugar
Mas já não era mais o mesmo aqui
Já não podia mais ficar
O relógio parou de tiquetaquear
A respiração parou de fluir
Eu parei de titubear
E voltei, e andei, e corri
E enfim a noite veio me saudar.
Aí finquei os pés no chão
Daqui não vou mais sair
Não quero mais mudar.
domingo, 16 de agosto de 2009
Sobre a Janaina, o Carlos e o fone de ouvido
Aí ela disse que viciou aqui. Eu falei que viciou pq é curiosa, fofoqueira, quer saber da minha vida. hahahaha
Não, não, ela acha interessante. É pq eu falo de mim, mas eu deixo o conteúdo abrangente. Não falo só de mim.
Eu acho simplesmente maravilhoso quando alguém se identifica com alguma coisa, copia e cola algum parágrafo em algum lugar. Um dia eu ainda vou ouvir: Eu quero ser como você quando eu crescer. hahaha
É o que eu diria pra Ana se eu pudesse falar com ela. Enfim, não é disso q eu vim falar.
Ah, só mais uma coisa pra Janaina (tem q falar bastante dela, pra ela se sentir importante).
Da primeira vez q vc ligou no cel, eu demorei pra responder "Carol" qdo vc perguntou "quem é?" porque... enfim, leia o depo da Bah no meu orkut q vc entende...
Tá, agora eu vou falar o q eu vim pra falar.
Estava no carro, viajando em companhia do Zeca Baleiro, Lenine, Nando Reis, Zelia Duncan e Chico. Olhando os campos e as árvores que passavam, mas outras ficavam. Quanto mais longe eu olhava, mais estáticas as coisas eram. O movimento acontece só com o que está perto. O que está longe a gente nem sente mudar.
Tá, e aí tocou Sofia do Nando (sim, eu ainda tive preguiça de procurar no Google se a Sofia é com F ou PH) e meus olhos se enxeram d'água. É que eu fico vendo meu pai sendo outra pessoa com as outras pessoas. Fica engraçado. Enfim, também não é disso que eu vim falar.
Eu vim falar sobre o fone de ouvido.
Sim, porque ninguém suporta o roberto carlos cantando em espanhol durante uma viagem inteira. Aí eu enxi os 2 gb do mp4 com tudo que tinha de bom, e fui ouvindo. No máximo.
É um exercício pra curiosidade. E eu deixei muita gente curiosa falando que eu ia postar uma teoria sobre isso, aqui. Ninguém entendeu nada. Agora vão entender, uhul. hahaha
Acontece o seguinte: vc está num ambiente com mais de duas pessoas, elas estão conversando e vc tá ouvindo música. No máximo. Vc não ouve o q elas estão dizendo. E então? É um exercício pra curiosidade. Pra vc ver até q ponto prefere a música. Bom, eu prefiro a música sempre. Odeio o lixo que é a maior parte da sociedade. Todo mundo sabe da minha revolta sobre isso, então nem vou me alongar muito.
Tenho que fazer um post enorme, um dia desses, sobre a viagem. Os tempos bons que não voltam. A saudade, a incoerência.
Enfim, esse post foi idiota, mas é pq eu não consigo sair do msn. Pessoinhas viciantes!
Não consegui pensar.
Só que: promessa é dívida. Eu vou escrever uma música "baleirística" para a qual UMA frase está pronta kkkkkkkkkkkk
Daqui a uns dez anos, esperem, pq eu vou postar aqui. :D
Ah, e não sei por que cargas d'água meu video pra Ana ainda não tinha vindo pra cá, agora veio:
The end.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Aqui...
Sim, porque já tô de saco cheio de gente falando do que não sabe. Tá certo que a comunidade (e pra quem não sabe do que estou falando, nem precisa continuar lendo, pq vc não é um dos motivos do meu texto) me influenciou sim. Claro, tudo o que vivemos, passamos, todos os relacionamentos de qualquer tipo que seja, nos influenciam. Isso não quer dizer que eu tenha virado homossexual. Pra começo de conversa, não, eu não virei. Apesar de sentir uma enorme vontade de dizer que sim, eu sou lésbica, porque daí ninguém mais diria que eu "estou virando" e me irritariam menos.
Quanto à influência que tenho sofrido, ela não é nada menos que ótima. Eu nunca tinha conhecido pessoas homossexuais, e fiz amizades verdadeiras. Pessoas com quem eu posso falar de tudo, desde música a problemas familiares, passando por relacionamentos, sexo e amor. Posso falar de angústias, incertezas, passado e futuro, que eu sei que ele/ela vai me entender.
Sim, nós nos damos bem porque eu também sou diferente do resto. Não pelos mesmos motivos que eles, mas sou. E sou super a favor da diferença.
Acho magnífico o bissexualismo.
Essa sim é uma forma de amar sem barreiras, você sente o que deseja sentir e não apenas o que se permite. Você é livre de verdade, não vive numa prisão de regras impostas, com as quais você nem concordou, nem deu sua opinião, não escolheu. Enquanto nós, pobres mortais, não nos permitimos sentir.
Um dia, tive uma conversa muito séria com uma pessoa que também é heterossexual. Nós chegamos à conclusão de que o heterossexualismo é apenas uma convenção. De olhos fechados, tudo é igual. Mas se retirarmos a venda que nos impede de enxergar o julgamento, a malícia, o preconceito, a ignorância e todas as mazelas desse lixo de sociedade, nós perceberemos que nossa vida se pauta na vida dos outros. Ou melhor, no modelo dos outros. Sim, porque a vida que a pessoa leva e o modelo que ela passa são coisas distintas. É aquela velha história do "Cantinho", sobre a qual não falarei aqui, porque quem não conhece, também não concordaria.
Eu tenho medo de expor minha opinião sobre isso aqui, porque eu sei que vão me entender errado.
Então, eu vou pontuar algumas coisas. A primeira delas é sobre a Ana Carolina.
Eu não sou apaixonada por ela, eu não quero me casar com ela de verdade e eu nem sei o que eu faria se eu a visse na minha frente. Essa história de dizer que por ela a gente vira até tri, é tudo mentira. Dizer que eu realmente a amo significaria passar do nível de amor platônico a uma grave esquizofrenia. Não, eu não a amo, não a conheço e mesmo que conhecesse, não faria a menor diferença. Eu tenho as minhas convicções ultrapassadíssimas e infelizmente não consigo abandoná-las.
Um outro ponto importantíssimo em que as pessoas acéfalas sempre tocam é o seguinte: a minha vida mudou radicalmente de um tempo pra cá, muito em função do fim do meu namoro - o que já virou mais um motivo pra eu ter "virado lésbica" segundo a concepção desses mesmos acéfalos - e também por eu ter me tornado fã da Ana. Ok, tá certo. Minha vida mudou mesmo e eu sinceramente não quero namorar por um bom tempo. Nem quero conhecer ninguém. Não quero me apaixonar, não quero a intimidade, a obrigação e nem o compromisso. Passei muito tempo aprisionada e agora eu quero ser livre, mas sem libertinagens. Mas o que isso tem a ver com a Ana? As pessoas arranjam ligações onde não há. Enfim, sobre a comunidade e minhas novas amizades: eu fico muito feliz que tudo isso tenha acontecido. As pessoas que conheci são fantásticas, ampliaram meus horizontes; me ajudaram sempre; meu crescimento pessoal foi estrondoso; eu me aproximei de coisas novas, arte, literatura, cinema, música, enfim... Se essa é a péssima influência que me exercem, eu quero mantê-la por muito tempo ainda.
A mensagem principal desse texto é para aquelas pessoas que me torram a paciência: não, eu não virei bi, tri, nem tetra. Eu não tenho um amor impossível - aliás, no momento, não tenho amor algum - e não estou pensando em jogar no outro time - aliás, não estou pensando em jogar em time algum.
Se, por acaso, um dia, eu estiver afim, eu vou mudar sim. E não é por ninguém não. Mas acredito que isso não vá acontecer, porque eu não tenho a coragem que eles têm. Eu não vou me voltar contra a sociedade a troco de nada. Quando eu decidir que só isso vai me fazer feliz, aí sim, eu jogo tudo pro alto, deixo as máscaras e roupas pelo chão e dou um outro rumo pra minha vida. Por enquanto, eu estou feliz com o que tenho e com quem tenho ao meu lado. Não vou abandonar pessoas que já se tornaram fundamentais pra mim por medo do que vão dizer. Não vou deixar de ser fã de uma pessoa maravilhosa porque "parece" que eu gosto dela de outra forma. E, finalmente, não é a sociedade que vai me moldar, sou eu mesma que vou traçar o meu destino e, na roda da minha vida, sou eu que faço tudo se encaixar [plágio].
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
E o vento na janela?
Abri as janelas, senti o vento anunciando a chuva. Eu costumo sempre olhar pra rua, de madrugada. É tão engraçado ver o mundo parado. A maioria das pessoas dormindo, umas devem estar abraçadas ao marido, namorado, ficante. Eu não sinto mais essa necessidade, não. Algumas outras, curtindo alguma festa, talvez usando drogas, talvez a mãe esteja em casa preocupada, talvez seja a namorada desconfiada, talvez ninguém esteja se lembrando delas. Outras pessoas, ainda, devem estar sofrendo. Por um amor acabado, a mãe no hospital, uma doença, o cansaço, a desilusão, a derrota, a vida vista como ela é.
Bom, eu não tenho nenhum desses problemas. Estou na segurança do lar, meus pais estão dormindo, não sei se alguém se preocupa comigo, mas a essa altura, isso também não importa, porque minha mente está vazia, também não estou preocupada com ninguém. Não tenho problemas sérios, não. Então por que ser triste? É melhor ser alegre que ser triste. Mas a tristeza não tem fim, felicidade sim! Como já diziam os mestres Tom e Vinicius. Porra! Que jeito ridículo de enxergar as coisas.
E que tristeza é essa? É um sentimento de total impotência.
Porque esses sentimentos me assaltam e eu nem sei de onde vêm. E eu não consigo fingir que não chegaram. Mas todo mundo está cansado de me ler reclamando das coisas. Eu quero parar de reclamar.
Voltando ao vento na janela...
Me dei conta de que não precisava dormir porque já estava quase na hora de acordar. Fiquei lá, então, absorta nesses e muitos outros pensamentos enquanto esperava que o sol aparecesse para eu poder sair do meu casulo. O dia e a noite, opostos que são, também devem ter a capacidade de transformar o sal
Voltando ao vento na janela...
E então o sol apareceu mas a doçura não foi ele quem trouxe. Eu resolvi sair. Respirar. Repassar na minha mente os últimos acontecimentos e me perguntar “será que esses risos são reais?” Porque foi até engraçado quando eu terminei meu namoro, mas ficava sorrindo à toa. Por outros motivos, claro. Por “pior ser humano” que eu seja, eu ainda tenho sentimentos e não acho normal terminar um relacionamento de três anos com tantas promessas e planos e continuar super feliz. Mas acabou e a ordem natural das coisas é que a minha vida siga
E o vento da janela? Parou de soprar, foi um último suspiro.
Aquela Carol não respira mais, não vive, nem nunca viveu. Foi só uma invenção, uma parede de vários tijolinhos que se escondiam por trás da tinta e agora resolveram aparecer. Será que as paixões e aquela loucura tão gostosa e intensa faziam parte desses tijolos? Ou era só imaginação?
Meus pés, agora, estão no chão. Espero que o próximo post tenha um outro tom, um outro tema e seja escrito por uma outra pessoa, porque dessa aqui, eu já cansei.
