Perdi a conta de quantas vezes escrevi e apaguei.
Não quero deixar registradas as palavras que derramam ao meu toque no teclado, não quero que meus pensamentos invadam o papel. Eles são melhores se voláteis. Se eu viro pro outro lado e me esqueço.
Nesse tempo, só tive uma certeza: a de que eu sempre estive por um fio. Um fantoche com uma mão que me coloca um sorriso, depois tira. Um olhar que depende de um certo olhar para brilhar. Só esse olhar me liberta daquela mão no fantoche. Enquanto espero, escrevo uns versos, depois rasgo.
Eu não vou deixar meu silêncio gritar, nunca vai ser tarde. E eu espero.
Fica assim, então. Sem registrar meus pensamentos randômicos que vão longe, voltam, mas acabam sempre no mesmo lugar. São estáticos e inúteis. Espero.
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