domingo, 10 de julho de 2011

Só os poetas

Ontem o dia foi tenso. Mas eu sonhei com ele, com as mãos dele... eu sei a textura. Eu sei o gosto do beijo. E eu posso falar o quanto for que ele não é o cara certo nada, que eu conheci melhor e percebi que ele é tão idiota quanto o resto e que... Mas sei lá, o inconsciente me desmente quase sempre. E se eu passo por onde ele passa, fico procurando. E se eu fecho os olhos pra não ver passar o tempo, de quem que eu sinto falta?? Mas meu cérebro se nega. HAHA como se ele mandasse em alguma coisa. E se alguém me pergunta, a boca diz: desencanei. O coração pensa em ouvir o que eu ouvi ontem no sonho, e sentir o que eu senti, e os arrepios... Reviver aquele dia em que ele parecia ter coragem, e me disse.
Eu digo que não vou esperar, mas não há nada mais importante acontecendo no mundo, sabe? E todo mundo que eu conheci depois dele eu consegui brigar... Sei lá, fico me auto-sabotando (com ou sem hífen?) pra não amar ninguém mais e fingir que a espera foi espontânea. Que foi o destino que me quis fazer esperar.
Não é destino nada, é uma vontade escondida lá tão fundo e mesmo assim magnetiza, atrai, encosta. Meu esmalte vermelho e a mão macia na mão e a outra quase encostando na cintura, daquele jeito tímido, tentando vencer o imã. 
Acho que só hoje eu entendo o "zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã"... é o coração sangrando toda palavra... sã.

E quando você entende as poesias mais insensatas, as loucuras que eles diziam e nunca fez sentido.... Agora faz... Significa que você tá num nível mais alto que o anterior, um que você só atinge quando sente o que eles sentiram... Porque só os poetas podem amar...

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