Agora, no inverno frio e chuvoso, sempre escurece mais cedo, e são as luzes amarelas dos postes que me acompanham na volta pra casa, além dos faróis dos carros que sempre vão indo pra algum lugar, com pressa, com gente. Os passos rápidos e poças pelo caminho, água espirrando, folhas no chão. Um momento nostálgico e poético. O cansaço fala mais rápido que a pressa pelo banho morno.
Engraçado que o shuffle do meu iPod tem um sétimo sentido, que sempre coloca as músicas certas nos momentos delas... E tocava essa aqui:
Aqui vem o frio, encontre suas roupas de inverno, e um amor para chamar de seu. Você, você entra, suas bochechas com uma sombra cor-de-rosa e o resto de você é um pó azul... Quem sabe o que vai ser, mas eu te garanto isto: de jeito nenhum novembro vai ver nosso adeus, quando chegar dezembro, o motivo é óbvio... Ninguém gosta de ficar sozinho em época de natal. No escuro, no telefone, você me diz os nomes dos seus irmãos e suas cores favoritas, eu estou aprendendo você. E quando nevar de novo, nós vamos dar uma caminhada lá fora, e pesquisar o céu, como crianças, e eu te direi que de jeito nenhum novembro vai ver nosso adeus, quando chegar dezembro, om otivo é óbvio... Ninguém gosta de ficar sozinho no natal. E chega janeiro, a gente tá congelado por dentro, fazendo novas resoluções cem vezes... Fevereiro, você não quer ser meu namorado? E nós dois estaremos a salvo até o dia do St. Patrick....
Nós deveríamos dar uma volta hoje à noite pela cidade, e olhar todas aquelas lindas casas... Alguma coisa na forma como luzes azuis na noite negra te fazem sentir mais... Me parece que todo mundo só quer ser como eu e você!
(tradução livre por mim :P)
E aí depois tocou essa aqui:
É como se eu apenas tivesse acordado uma manhã, olhado pra forma como a gente vive e pensado que as coisas poderiam ser tão melhores, deve ser melhor que isso... E se eu me mudasse pra onde a grama é mais verde, talvez eu fosse feliz de novo... Mas eu estou um pouco desapontada porque agora eu tenho a minha liberdade, mas ainda estou olhando por detrás da cerca. É sempre a mesma coisa, no fim do dia você sempre quer o que não tem. É como se os ponteiros do relógio tivessem parado de girar bem no momento que você foi embora... Você se foi procurando por algo melhor e me deixou parado no meu caminho. (...)
Enfim, a vibe das duas é meio parecida e uma complementa a outra... Sei lá, pensar que seria bom dividir de novo um guarda-chuva e sair correndo e rindo e nos molhando, abraçados. Mas também... Existe algo melhor que isso.
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