São dois lados, um escuro, um com luz
Mas nem a luz ilumina tudo
Há ainda um bocado sem ser visto
Há ainda uma imensidão apagada
Se eu chegar, ela se acende
Mas a partida é sempre adiada
Qualquer senão já é uma pausa
Repassando o filme todo, sem ter falhas
É saber onde encontrar
Mas nunca ficar lá
Se me bastasse abrir os olhos
Pra poder segurar o mundo com as mãos
Se eu fizesse uma prece e aprendesse a fazê-lo girar
À minha sorte, à minha vontade
Eu queria ter a sorte de ter você
Queria que o futuro fosse o combinado
Que nada me escapasse
Mas te vejo indo, sem um adeus
Só indo, conforme o mundo gira
E eu não sei fazer parar
Também não sei te deixar ir
Só sei pintar as nossas paisagens
Que nunca se encontram numa só
Unidas que são, e tão distantes
Uma espera, e nada mais.
Um comentário:
Estava escutando "Caçador de mim" (14 bis).
"Preso a canções, entregue a paixões que nunca tiveram fim..."
"Não faz nada direito" ? continuo gostando do seu blog! :)
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