Esse vai ser um texto curto porque:
1- Eu to sem tempo
2- Eu to sem saco.
Sem tempo nas férias? Pois é. Sem saco? HÁ é o meu normal. Enfim,
Outro dia eu li um livro chamado “Eu sei que vou te amar”. É baseado num filme cult, antigo, década de oitenta. Ainda não vi o filme, mas estou baixando. O livro é escrito pelo Jabor, num estilo meio complicadinho, com uma história que ainda não me cabe na cabeça... Mas o que ficou na minha mente foi a música do Tom e do Vinicius, mesmo que não esteja escrita no livro.
Eu não sei se alguém pode dizer que vai amar por toda a vida. Há tantos descaminhos. Eu prometo apenas amar agora, e que esse agora se estenda pelo sempre, ou não. Querendo que sim, desejando, esperando que sim. Precisando que sim. Eu não posso evitar que em cada texto meu haja a súplica para que o amor dure por toda a vida, que segredos sejam revelados e que a verdade transborde a cada palavra: eu o amo. “E cada verso meu será pra te dizer...” que eu não consigo escrever algo qualquer sem deixar que se derrame um pouco do “passe pela vida comigo”. E que as pessoas percebam o que tiverem que perceber, eu não me importo. São assim meus versos, e isso é o que eles dizem.
Voltando a falar do livro, ele se encaixa na estrofe seguinte, que fala da ausência e a volta que a apaga, enfim, vocês conhecem a letra. Prefiro que não haja ausência alguma, para que não haja voltas, para que nada precise ser apagado, porque nada se apaga totalmente. Nem sequer um erro minúsculo, quanto mais uma ida. “Vou embora” é carregado de um sentimento: é definitivo. E que os corações aflitos se acalmem, porque é definitivo. E que ninguém grite, rasteje, chore. Que a porta se feche atrás de si e que você nunca volte a olhar. Porque não há volta. Se houver volta, já houve a mágoa da porta fechada e do coração aflito que teve que aprender a se acalmar, enquanto chorava até dormir. Sou contra as voltas, por mais doloridas que sejam as partidas. No livro ela volta, diz centenas de vezes que vai embora, ele também, quando um vai, o outro grita, o um volta. Como acaba a história? Adivinhem. Chega-se à conclusão de que nunca deveriam ter-se reencontrado. Concordo. Só o Jabor pra dizer isso de uma forma “não-escrita” e tão clara.
Já os três últimos versos da canção me definem melhor. “...Viver a espera de viver ao lado teu...”, mas que essa desventura não seja eterna, senão de que vale? Não me importo com as lágrimas se depois delas vier o regozijo. Se, por elas, a felicidade for em breve definida e durar “por toda a minha vida”. Se a espera tiver fim... E terá.
3 comentários:
Conclusão explêndida a sua... o filme Eu sei que vou te amar é daqueles que se presta atenção do começo ao fim e como a música, demora bastante para sair da mente.
vc por um acaso tem esse livro em casa?
parece muito bom
mas, qnto a musica, não vejo ela como vc, 'cada ausência tua', pra mim, não é uma despedida, um ir embora, é só ausência, dessas de não estar perto sem querer
enfim
Então, tenho e te empresto.
E sobre o trecho:
A ausência, eu acho, não é a falta sem querer, e sim o que eu disse: chorar até dormir pra esquecer. Porque diz "o que essa ausência tua me causou",e isso não pode ser só saudade, tem q ser alguma coisa mais forte e ruim.
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